Plena Alimentos aposta em exportação, confinamento e novos mercados para crescer

A Plena Alimentos busca reduzir dependência de compradores únicos e mira habilitação para exportar aos Estados Unidos.

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A Plena Alimentos aposta na diversificação como motor de crescimento. O grupo, que opera em Minas Gerais, Goiás e Tocantins, combina um grande frigorífico com confinamento, logística própria e até produção de petiscos para animais. A estratégia foi detalhada pelo CEO da companhia, Paulo Emílio, durante o Forum Pecuária Datagro.

Atualmente, a Plena abate cerca de 52 mil animais por mês em suas unidades industriais. A produção é dividida de forma equilibrada: metade vai para o mercado interno, a outra metade para exportação. O grupo busca reduzir a dependência de um único comprador internacional e já distribui seus cortes para países como Líbia, Tunísia, Egito e Singapura.

Expansão para os EUA e novos mercados

A companhia também trabalha para habilitar a unidade de Porangatu, em Goiás, para exportações aos Estados Unidos. A medida deve ampliar ainda mais o leque de destinos da produção. Para Paulo Emílio, a diversificação geográfica permite à empresa distribuir riscos e atender diferentes perfis de clientes no exterior.

No mercado doméstico, a Plena mantém atuação forte e linhas diferenciadas para consumidores variados. O executivo avalia que o avanço das exportações também trouxe ganhos indiretos ao Brasil: a exigência dos mercados externos ajudou a melhorar a qualidade dos animais e dos cortes disponíveis internamente.

Confinamento e logística como pilares

Além do frigorífico, o grupo tem operações próprias de confinamento. Em Goiás, a capacidade estática é de 86 mil animais. Já em Minas Gerais, o confinamento comporta 8 mil cabeças, e parte da estrutura abastece as próprias unidades industriais da companhia.

Segundo Paulo Emílio, os confinamentos funcionam como negócios separados, com estruturas e resultados próprios, o que permite diferentes estratégias de abastecimento.

A logística também é interna. A Plena conta com 66 caminhões dedicados à distribuição dos produtos, principalmente para Belo Horizonte e região. A operação própria garante mais controle sobre a entrega e reduz a dependência de terceiros.

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Petiscos naturais crescem mais de 100% ao ano

Outra frente de diversificação está nos produtos para animais de estimação. A empresa mantém a Petisco, negócio que produz petiscos naturais a partir de subprodutos do frigorífico, como miúdos. De acordo com Paulo Emílio, a operação vem crescendo mais de 100% ao ano nos últimos anos.

A estratégia aproveita resíduos da indústria e agrega valor a algo que antes seria descartado.

Para o CEO, a diversificação ganha ainda mais relevância em um momento de mudanças no comércio internacional de carne bovina. Ter múltiplos mercados e linhas de negócio reduz a vulnerabilidade a choques externos e permite à Plena manter o ritmo de crescimento.