Petróleo cai mesmo com ataque dos EUA à ilha de Qeshm, no Irã, e mercado aposta em negociações

Os preços do petróleo recuaram cerca de 1% na terça-feira (3), chegando ao menor nível em quase quatro semanas. Em Nova York, o mercado acompanhava as negociações para encerrar as guerras na Ucrânia e no Irã, mas também temia que os ataques recentes nos dois conflitos atrapalhassem ainda mais o abastecimento.
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Os investidores também olham para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. A dúvida é se o Partido Republicano do presidente Donald Trump manterá o controle do Congresso até o fim do segundo mandato.
Brent e WTI fecham em queda
Os futuros do Brent caíram US$1,17, ou 1%, e fecharam a US$103,60 o barril, o menor fechamento desde 7 de outubro. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, recuou 37 centavos e terminou cotado a US$96,09, o menor valor desde 14 de outubro.
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Pesquisas de opinião e analistas independentes apostam que os democratas conquistem a Câmara dos Deputados. O Senado, porém, segue indefinido, e essa incerteza mantém o mercado atento ao resultado das urnas.
Irã e EUA seguem distantes de um acordo
Uma alta autoridade iraniana disse à Reuters que Irã e EUA ainda estão longe de um acordo para encerrar a guerra entre os dois países. Enquanto isso, o Catar, que atua como mediador, intensificou os esforços para evitar uma escalada depois das eleições de meio de mandato nos EUA.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar afirmou que Washington e Teerã seguem comprometidos com a mediação. Segundo ele, os dois lados analisam propostas para superar suas divergências.
Para o banco ING, ainda é cedo para dizer que o risco de escalada passou. “O que está claro, porém, é que sinais fortes de progresso nas negociações de paz significariam mais pressão de baixa sobre os preços.”
Ataques na ilha de Qeshm e a estratégia da Aramco
Durante a madrugada, os EUA atacaram a ilha de Qeshm, no Irã. Uma autoridade norte-americana afirmou que o alvo eram mísseis terra-ar usados contra forças dos EUA, enquanto outra avaliou que a ação foi limitada e não sinaliza retorno a operações de combate em grande escala.
Trump também disse ter fechado um acordo com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. Pelo entendimento, Washington suspenderia um financiamento de US$4 bilhões a Israel depois do final deste ano.
No Golfo, a petrolífera estatal saudita Aramco trabalha para ampliar um oleoduto que contorna o Estreito de Ormuz, segundo o presidente-executivo Amin Nasser. O estreito já respondia por 20% do abastecimento global de petróleo e, com o bloqueio efetivo do ponto, os fluxos de energia e as prioridades de investimento em infraestrutura da região foram redesenhados.
Editoria:
Redação Economia
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