Omã sedia reunião entre Irã e países do Golfo sobre Estreito de Ormuz na segunda (14)

Diplomatas do Golfo e chanceler iraniano discutem em Omã proposta de pagamento para tráfego no estreito.

11/09/2026 15:34

3 min

Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, se reúne com o ministro das Relações Exteriores de Omã, Sayyid Badr al-Busaidi, em Teerã 25 de agosto de 2026 Divulgação via REUTERS
Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, se reún...

Diplomatas de alto escalão de países árabes do Golfo vão se encontrar com o chanceler do Irã na próxima segunda – feira (14), em Omã. O tema central da conversa será a gestão do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

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A informação foi confirmada à CNN por uma fonte regional que acompanha as negociações.

De acordo com essa fonte, os chanceleres devem discutir um acordo que vem sendo costurado entre o Irã e Omã para administrar a movimentação de navios na via navegável. A reunião, revelada inicialmente pelo jornal Financial Times, já teve reflexos no mercado de petróleo.

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Os contratos futuros do Brent, referência global, caíram mais de 3% nesta sexta – feira (11), revertendo parte da forte alta registrada no começo da semana.

O que o Irã quer com o estreito

Teerã busca um papel formal na regulamentação da passagem pelo estreito. Atualmente, Omã é o único outro país com costa ao longo dessa via, o que torna o diálogo entre os dois vizinhos essencial para qualquer mudança nas regras de navegação.

Enquanto as nações da região sustentam que as embarcações devem navegar livremente pelo local, o Irã propôs um sistema de pagamento para navios que transitam pelo estreito. A proposta, no entanto, ainda não foi aceita pelos demais países do Golfo, que veem a medida como uma tentativa de Teerã de impor controle sobre uma rota internacional.

Não está claro se todos os seis países que compõem o Conselho de Cooperação do Golfo estarão presentes na reunião de segunda – feira. A fonte ouvida pela CNN não detalhou a lista de participantes, mas afirmou que o encontro é uma iniciativa de Omã.

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Primeiro encontro desde a guerra

A reunião em Omã ganha ainda mais relevância por marcar o primeiro contato direto entre todas essas autoridades desde o início da guerra envolvendo os Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica. O conflito teve início no final de fevereiro, segundo a fonte, e foi o estopim para que o Irã fechasse o Estreito de Ormuz em retaliação.

O fechamento da via, que responde por cerca de um quinto do consumo global de petróleo, provocou uma disparada nos preços da commodity nas semanas seguintes. Agora, com a reunião agendada, o mercado reage com otimismo cauteloso. A queda de mais de 3% nos futuros do Brent reflete a expectativa de que um acordo de gestão do tráfego marítimo possa ser alcançado, evitando novos bloqueios e garantindo a estabilidade do fluxo de petróleo na região.

A fonte regional afirmou que as negociações entre Irã e Omã estão avançadas, mas ainda há pontos sensíveis a serem resolvidos. A proposta iraniana de cobrar pedágio dos navios que passam pelo estreito é um dos principais entraves. Para os países do Golfo, a livre navegação é um princípio inegociável, e qualquer taxa seria vista como uma violação do direito internacional.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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