Ataque com drones atinge oleoduto na Arábia Saudita e causa incêndio visto do espaço

Incêndio em oleoduto saudita foi causado por drones lançados do Iraque, apontam autoridades dos EUA.

11/09/2026 15:53

4 min

Imagens de satélite mostram consequências de uma explosão nos oleodutos da Arábia Saudita na quinta-feira (10)
Imagens de satélite mostram consequências de uma explosão nos ol...

Um ataque com projéteis atingiu um importante sistema de oleodutos na Arábia Saudita na quinta – feira (10), de acordo com duas autoridades dos Estados Unidos que acompanham o caso. A análise inicial aponta que estações de bombeamento localizadas ao longo da tubulação foram os alvos, disse uma das fontes americanas.

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Imagens de satélite obtidas nesta sexta – feira (11) revelam danos extensos em uma das estações, com marcas de um incêndio de grandes proporções. Já uma foto de outra estação, captada na quinta – feira (10), mostra um foco de incêndio menor, mas que expelia colunas de fumaça preta e densa.

A autoria do ataque ainda não foi identificada, nem se sabe se trechos do oleoduto foram danificados. Uma das autoridades, no entanto, afirmou que a instalação foi atingida por drones lançados a partir do Iraque.

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Estratégia e riscos para o petróleo saudita

O incidente acende um alerta sobre a segurança dos recursos petrolíferos do reino e sua capacidade de exportação, que enfrentam ameaças crescentes em meio ao conflito com o Irã. Os ataques ao oleoduto ocorreram dias após os Houthis, grupo armado iemenita alinhado ao Irã, realizarem ações na região do Mar Vermelho, o que pode agravar ainda mais o transporte de energia na área.

Nesta semana, os preços do petróleo superaram a marca de 100 dólares por barril, em meio a forte volatilidade provocada pelos eventos no Oriente Médio. O governo saudita e a gigante estatal Aramco não comentaram o ocorrido. O Departamento de Estado e a Casa Branca também não responderam aos pedidos de informação da CNN, enquanto o Comando Central dos EUA se recusou a falar sobre o incidente.

Autoridades americanas estão coletando informações de inteligência sobre o caso, segundo uma fonte. Embora a origem do ataque não esteja clara, grupos de milícias alinhados ao Irã no Iraque já demonstraram capacidade de atingir alvos na Arábia Saudita, de acordo com Behnam Ben Taleblu, diretor sênior do programa sobre o Irã na Fundação para a Defesa das Democracias.

A ação se encaixaria em uma estratégia iraniana mais ampla de usar aliados para pressionar nações árabes a rejeitarem a presença de forças americanas na região.

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Oleoduto estratégico e produção em queda

No fim de julho, o ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, esteve em Washington, DC., onde se reuniu com o presidente dos EUA, Donald Trump, e o vice – presidente JD Vance. Na ocasião, o reino alertou que o Irã buscaria criar poder de barganha por meio de uma escalada de tensão, utilizando seus aliados remanescentes — milícias no Iraque e os Houthis — para esse fim, disseram fontes à CNN.

Satélites detectaram nove grandes incêndios próximos ao oleoduto Leste – Oeste na quinta – feira. Contudo, a localização de pelo menos seis deles coincide com fossas de queima, usadas para queimar petróleo e gás em emergências. O oleoduto ganhou importância estratégica desde o início do conflito entre EUA e Irã.

O reino desviou cerca de 5 milhões de barris de petróleo por dia — que antes seguiriam para petroleiros no Golfo Pérsico — para o oleoduto Leste – Oeste, que leva o óleo até o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã.

A situação se complica com a declaração dos Houthis de que atacariam navios sauditas que tentassem passar pelo estreito de Bab al – Mandeb, na saída do Mar Vermelho, colocando em risco essa rota de escoamento. Autoridades e especialistas americanos avaliam que reparar estações de bombeamento pode ser menos custoso do que consertar danos graves na estrutura do próprio oleoduto.

O ataque acontece em um momento em que a Arábia Saudita reportou à OPEP uma queda acentuada na produção de petróleo bruto no mês passado, atingindo os níveis mais baixos desde 1990.

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Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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