Antes de ser papa, Leão XIV alertou contra vingança após 11 de Setembro

O homem que hoje é o papa Leão XIV, o primeiro americano a liderar a Igreja Católica, fez duras críticas à ideia de vingança logo após os atentados de 11 de Setembro de 2001. Na ocasião, o então reverendo Robert Prevost relacionou os ataques às Torres Gêmeas à pobreza e à injustiça global.
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As declarações foram feitas durante uma missa na Basílica de Santa Maria del Popolo, em Roma, em 21 de setembro de 2001, apenas dez dias após o atentado.
Na época, Prevost acabara de ser escolhido para comandar a Ordem de Santo Agostinho, uma congregação católica presente em vários países. Em seu discurso, ele afirmou que a violência nos Estados Unidos era um reflexo de problemas que se alastravam pelo mundo. “O ódio e a violência só aumentarão enquanto as pessoas continuarem sendo obrigadas a viver em extrema pobreza, oprimidas por tantas formas de injustiça”, disse ele aos membros da ordem.
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Paz em vez de vingança
O futuro pontífice fez um apelo direto aos agostinianos para que reagissem aos ataques com valores opostos à violência. “Enquanto muitas pessoas estão buscando vingança, nós, agostinianos, devemos dar aos outros um testemunho extraordinário dos valores do Evangelho: unidade, diálogo, paz e reconciliação”, declarou o recém-eleito prior – geral.
Prevost também chamou a atenção para a crise humanitária global, citando dados que, segundo ele, escancaravam a desigualdade. “Todos os dias, 24 mil pessoas morrem no mundo por causa da fome. Ao nosso redor, pessoas vivem em desespero e sem esperança”, acrescentou.
Para ele, a violência era um sintoma de problemas mais profundos que precisavam ser enfrentados.
Livro reúne textos do papa sobre o período
As declarações feitas por Prevost em 2001 fazem parte do livro Freedom Under Grace, uma coletânea de seus escritos como líder dos agostinianos. A obra será lançada em inglês na terça-feira.
Na mesma ocasião, Prevost também destacou a criação de uma nova província da ordem agostiniana na Nigéria. Ele classificou o movimento como significativo “diante das crescentes tensões entre muçulmanos e cristãos em tantas partes do mundo”.
Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Internacional
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