Nova York confirma morte de criança com sarampo no condado de Lewis, a primeira em mais de 30 anos

Na segunda-feira (2), autoridades estaduais de Nova York anunciaram a morte de uma criança com sarampo no condado de Lewis, no norte do estado. O último óbito registrado pela doença no estado havia ocorrido no início da década de 1990.
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Uma nota conjunta do Departamento de Saúde de Nova York e do Departamento de Saúde Pública do condado de Lewis não diz se a criança havia recebido vacina. O documento, porém, pede que os moradores confiram a situação de suas vacinas. “Instamos os nova-iorquinos a garantirem que suas vacinas contra sarampo, caxumba e rubéola (SCR) estejam em dia e a conversarem com seu profissional de saúde sobre as imunizações”, diz o texto.
Surto já soma 178 casos no estado e na cidade de Nova York
A morte foi confirmada quatro semanas depois de a governadora Kathy Hochul decretar estado de emergência, diante do avanço do surto em diferentes regiões de Nova York e em áreas vizinhas. Até 24 de outubro, haviam sido contabilizados 178 casos: 170 no estado e oito na cidade de Nova York, a mais populosa dos Estados Unidos.
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Em publicação no X, Hochul demonstrou pesar pela criança e chamou o caso de um alerta doloroso. Para ela, as decisões da administração Trump enfraqueceram a confiança da população nas vacinas pediátricas, o que teria contribuído para o cenário atual.
Cobertura vacinal cai abaixo do nível de segurança
Os Estados Unidos eliminaram a transmissão doméstica do sarampo em 2000, mas a cobertura contra a doença caiu nos últimos anos para menos de 95%, patamar considerado necessário para evitar surtos.
Entre crianças do jardim de infância, a proporção com as duas doses recomendadas da vacina tríplice viral passou de 95,2% no ano letivo de 2019–2020 para 92,4% em 2025–2026. Na prática, isso deixa cerca de 280 mil crianças nessa faixa etária sem proteção adequada.
A queda acontece em meio à desinformação e à disputa política. Autoridades do governo Trump, entre elas o secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., colocaram em dúvida, mais de uma vez, a segurança já comprovada dos imunizantes. Houve ainda corte de verbas para iniciativas locais que buscavam elevar os índices de vacinação.
Quem pode aplicar a vacina e quando bebês devem receber dose antecipada
Com o estado de emergência, Nova York ampliou o número de profissionais autorizados a aplicar a vacina contra o sarampo. Agora, a lista inclui paramédicos, parteiras e outros profissionais.
O Departamento de Saúde lembrou, em comunicado, que as orientações do surto atual recomendam uma dose precoce da vacina MMR, conhecida no Brasil como tríplice viral, para bebês com 6 meses ou mais. A antecipação vale antes de viagens ou para quem corre risco de exposição, como crianças que moram em comunidades com transmissão do vírus.
Sintomas do sarampo e risco de transmissão
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa. Seu sinal mais conhecido é o aparecimento de manchas vermelhas pelo corpo, acompanhado de febre alta, tosse seca, irritação nos olhos, mal-estar intenso e nariz entupido ou escorrendo.
Os quadros mais graves incluem pneumonia, encefalite (inflamação no cérebro) e morte. Segundo a Opas, um indivíduo infectado pode transmitir a doença para até 18 pessoas, e a circulação do vírus favorece surtos entre quem não foi vacinado.
No Brasil, a vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Editoria:
Redação Saúde e Educação
A Redação Saúde e Educação reúne a cobertura do Clique Fatos sobre saúde, bem-estar e educação. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



