Mamdani vai sancionar lei que bane charretes em Nova York: quando acaba e o que será dos cavalos

Nova York vai proibir as carruagens puxadas por cavalos. O Conselho Municipal aprovou a medida em 22 de outubro, por 40 votos a 7, e o prefeito Zohran Mamdani disse que pretende sancionar a lei.
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A proibição passa a valer a partir de 1º de junho de 2028. Até lá, os passeios seguem com as regras atuais, e quem chegar à cidade ainda vai encontrar as charretes nas ruas. A legislação prevê um período de transição para os trabalhadores e define o destino dos animais.
Quanto custa o passeio no Central Park
Um trajeto curto, de cerca de 20 minutos, começa em US$ 95 (R$ 506). Já as voltas mais longas, de aproximadamente 45 minutos, podem chegar a cerca de US$ 160 (R$ 853) ou mais.
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A atração está entre as experiências tradicionais que os turistas procuram em Nova York. Hoje, digo, no período analisado, cerca de 180 cavalos trabalham na atividade, com aproximadamente 150 condutores e 68 licenças para carruagens.
Quanto ganham os condutores
A remuneração é outro ponto em disputa. Estimativas apresentadas em uma audiência do Conselho Municipal de Nova York, em julho de 2026, indicam ganhos anuais entre US$ 65 mil e US$ 70 mil.
Esse número, porém, não equivale a um salário fixo. Parte dos condutores trabalha por conta própria e fica com uma porcentagem do preço das corridas, além das gorjetas. Outra parte não tem benefícios como plano de saúde e licença remunerada.
Por que a cidade quer acabar com as carruagens
O principal argumento dos defensores da proibição é o bem-estar dos cavalos. Organizações de proteção animal afirmam que circular no meio do trânsito, sofrer com o calor e enfrentar as condições de trabalho oferece riscos aos animais.
Já os representantes do setor dizem que os cavalos recebem cuidados adequados e seguem regras municipais, que incluem exames veterinários e restrições às condições e à frequência de trabalho.
Morte de turista em junho de 2026 acelerou a discussão
O debate ganhou força depois de um acidente fatal ocorrido em junho de 2026. O turista indiano Romanch Mahajan, de 18 anos, morreu em um incidente com uma carruagem, depois que o cavalo disparou quando o condutor se afastou para fotografar a própria família.
Mahajan caiu ao tentar ajudar a mãe, que também havia caído da carruagem. Após a morte do jovem, a família passou a defender a proibição, e a legislação recebeu o nome de Romanchs Law, em referência ao turista.
Caso do cavalo Ryder reforçou as críticas
Em 2022, um cavalo colapsou na nona avenida enquanto “trabalhava” e morreu dois meses depois. O vídeo viralizou na época e chamou a atenção para a crueldade animal em nome do turismo.
Documentos do departamento de saúde apontaram que o proprietário do cavalo Ryder falsificou registros de nascimento para fazê-lo parecer ter 13 anos. Depois da queda do animal, no entanto, um veterinário constatou que ele tinha cerca de 26 anos, idade acima do limite permitido para o licenciamento de cavalos de carruagem em Nova York.
Discussão sobre o fim da atividade vem de quase duas décadas
A proposta, porém, não surgiu apenas como resposta ao acidente. O Conselho Municipal discute o encerramento da atividade há quase duas décadas, com iniciativas sobre o tema desde 2007.
Editoria:
Redação Economia
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