Barbara Barrie, indicada ao Oscar, morre aos 95 anos em Nova York após optar por morte assistida

Atriz de “Uma Batata, Duas Batatas” e “O Vencedor” também foi indicada ao Emmy e ao Tony, e recorreu ao procedimento após diagnóstico de câncer terminal.

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Atriz Barbara Barrie | Foto: Reprodução/CNN Brasil
Atriz Barbara Barrie | Foto: Reprodução/CNN Brasil

A atriz Barbara Barrie morreu na quarta-feira (28), aos 95 anos, em Nova York, Estados Unidos. Segundo o jornal The New York Times, ela recorreu à morte medicamente assistida depois de receber o diagnóstico de câncer terminal. Indicada ao Oscar, ao Emmy e ao Tony ao longo da carreira, Barbara atuou no cinema, na televisão e no teatro.

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Em 2014, ela revelou que tinha fibrose pulmonar idiopática, doença progressiva que causa cicatrizes nos pulmões e prejudica a respiração. Bem antes, no início da década de 1990, já havia sido diagnosticada com câncer retal.

Carreira no teatro, no cinema e na televisão

No teatro, o destaque foi o elenco original de “Company”, musical de Stephen Sondheim estreado em 1970. Pelo papel de Sarah, ela foi indicada ao Tony de melhor atriz coadjuvante em musical.

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No cinema, a estreia veio com “Assim Caminha a Humanidade” (1956). O reconhecimento internacional chegou com “Uma Batata, Duas Batatas” (1964), filme que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes. Em 1979, interpretou a mãe do protagonista de “O Vencedor”, longa com cinco indicações ao Oscar, e garantiu a própria indicação à estatueta de melhor atriz coadjuvante.

Na televisão, ela somou participações em séries como “Além da Imaginação”, “The Defenders”, “Naked City”, “The Alfred Hitchcock Hour”, “Barney Miller” e “Suddenly Susan”. Também foi indicada ao Emmy pelos trabalhos em “Law & Order”, “Law & Order: SVU” e pela adaptação televisiva de “Breaking Away”.

Entre os familiares que ficam estão dois filhos, Aaron Harnick e uma filha, além de três netas. Seu marido, Jay Harnick, morreu em 2007.

Como funciona a morte assistida no Brasil e no mundo

No Brasil, a lei proíbe as duas práticas: a morte assistida, em que a própria pessoa administra a dose letal, e a eutanásia, em que o médico aplica a substância. A pena prevista é de prisão.

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Nas Américas, Colômbia e Canadá permitem o procedimento. Nos Estados Unidos, cada estado define as próprias regras. Oregon, Washington, Washington DC., Montana, Vermont, Califórnia, Colorado, Havaí, Nova Jersey, Maine e Novo México também autorizam a prática.

Na Europa, além da Suíça, o acesso existe na Áustria, Bélgica, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Holanda, Portugal e Espanha. Na Austrália, alguns estados aprovam o procedimento, entre eles a Austrália Ocidental, Tasmânia, Austrália Meridional, Queensland, Nova Gales do Sul e o território da capital australiana.

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