Padilha amplia envio de vacinas contra Mpox ao Rio, que soma 74 casos em dois meses

Com 665 casos no Brasil em 2026, bem abaixo dos quase 11 mil de 2022, Padilha diz que a vacinação segue restrita a grupos recomendados.

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Foto: Reprodução/Veja
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse no sábado, 31, que o governo federal ampliou o envio de vacinas contra a Mpox ao Rio de Janeiro por causa do aumento de casos da doença.

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A declaração vem em meio à alta de casos na capital fluminense. Padilha também reforçou que a imunização continua seguindo as orientações técnicas: “A vacinação permanece direcionada aos grupos recomendados”.

Capital fluminense soma 74 casos em dois meses

Nos últimos dois meses, a cidade confirmou 74 infecções: 45 em setembro e outras 29 em outubro, de acordo com o Observatório Epidemiológico do município. Esse volume supera em mais de sete vezes o registrado no mesmo período de 2025, quando houve dez casos.

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Setembro foi o mês com o maior número de diagnósticos em um único mês na cidade nos últimos três anos. Hoje, dez pessoas seguem internadas com Mpox no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz, em Manguinhos, na zona norte.

Como a doença se manifesta e se transmite

A Mpox é provocada por um vírus e costuma causar febre, dores no corpo e lesões na pele, que podem evoluir para bolhas. O contágio acontece sobretudo pelo contato direto com lesões, fluidos corporais e secreções de pessoas infectadas, além do contato com objetos contaminados.

Padilha vê cenário diferente do surto de 2022

Apesar da alta recente, o ministro avalia que a situação é bem distinta da que o país viveu há quatro anos. “É importante esclarecer que a situação atual, com 665 casos da doença no Brasil no ano, é bem diferente do surto enfrentado em 2022, quando chegamos a quase 11 mil pessoas infectadas, 1.527% a mais”, observou.

A vacina segue reservada a grupos específicos. Entre eles estão pessoas vivendo com HIV com comprometimento grave do sistema imunológico, profissionais de laboratório que lidam diretamente com o vírus e quem teve contato de risco com casos suspeitos ou confirmados.

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