Instituto Justiça Fiscal debate ausência de imposto sobre grandes fortunas

Instituto Justiça Fiscal discute o impacto da falta do imposto sobre grandes fortunas nas políticas públicas e na concentração de riqueza.

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Debate do IJF discute tributação sobre grandes fortunas no Brasil | Foto: Reprodução

A ausência do Imposto sobre Grandes Fortunas na legislação brasileira será tema central em um debate online nesta quinta-feira (2), às 19h. O encontro é promovido pelo Instituto Justiça Fiscal (IJF) e faz parte do ciclo “Diálogos IJF”, com transmissão ao vivo no canal da entidade no YouTube.

Sob a pergunta “Por que o Brasil não tributa as grandes fortunas?”, os participantes buscarão entender tanto as razões políticas, econômicas quanto históricas por trás dessa lacuna constitucional nunca regulamentada desde 1988. A discussão também abordará como essa ausência impacta diretamente áreas cruciais do país.

O debate sobre impostos na Constituição

O convidado é Pedro Humberto de Carvalho, especialista em política tributária e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Paulo Gil fará a mediação durante o evento no IJF.

Os participantes pretendem discutir os efeitos da falta desse imposto para diversas políticas públicas essenciais — incluindo saúde, educação, moradia e assistência social. Além disso, é fundamental debater como essa ausência contribui tanto para a concentração de renda quanto do patrimônio nacional.

A relação entre impostos sobre consumo e riqueza

O debate dialoga diretamente com as reivindicações feitas pela campanha Taxar os Super-Ricos, uma frente defendida pelo próprio Instituto Justiça Fiscal (IJF). Essa iniciativa busca ampliar o peso tributário incidente sobre altas rendas e grandes bens acumulados em um esforço maior por reduzir desigualdades sociais no país.

Atualmente, na prática brasileira, grande parte da arrecadação ainda recai majoritariamente sobre itens de consumo. Isso significa que trabalhadores ou famílias pertencentes a faixas menores de renda acabam pagando proporcionalmente mais imposto do que setores considerados economicamente mais ricos.

A defesa é clara: regulamentar Impostos sobre Grandes Fortunas para patrimônios acima dos R$ 10 milhões seria uma medida crucial não só pela justiça fiscal, mas também pelo potencial recurso financeiro gerado ao Estado brasileiro.

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Objetivos e próximos passos no ciclo IJF

O “Diálogos IJF” foi criado justamente com o propósito de expandir conversas públicas em torno da tributação justa, orçamentos públicos eficientes e a busca por maior equidade social. A iniciativa visa aproximar temas econômicos complexos do cotidiano das pessoas comuns na população brasileira.

A próxima edição do ciclo já está marcada para 21 de julho, com o tema “Como fazer justiça no IRPF?” e a participação de Carlos Mantovani, auditor fiscal da Receita Federal e diretor do Instituto Justiça Fiscal (IJF).

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

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