Flávio Bolsonaro: 62% veem como errada a ida aos EUA, e 56% dizem que foi para escapar da Justiça

A Quaest divulgou no domingo (08/11) pesquisa segundo a qual 94% dos brasileiros torcem para que o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha sucesso no quarto mandato.
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O mesmo levantamento mostra que 62% dos entrevistados consideram errada a ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos. Já 56% acreditam que ele deixou o país para escapar da Justiça.
Otimismo cresce e preocupação com o futuro cai ao menor nível
Felipe Nunes, diretor da Quaest, afirmou que a preocupação dos brasileiros com o futuro chegou ao patamar mais baixo de toda a série histórica do instituto.
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Logo após o resultado, alegria e alívio dominaram, sobretudo entre eleitores de esquerda e do campo democrático. O bolsonarismo reagiu com revolta, a direita com decepção, e os independentes tiveram reações fragmentadas.
Mesmo com a disputa dividida, a torcida pelo sucesso do Executivo prevalece. Entre as cobranças para o novo ciclo de governo estão o fim da jornada 6×1, a isenção de impostos sobre itens da cesta básica, a valorização contínua do salário mínimo e o pacto nacional contra o feminicídio.
Os entrevistados citam como principais preocupações os juros e a dívida pública, a segurança pública, o combate à corrupção e a governabilidade.
Viagem de Flávio chegou a 89% dos entrevistados
A saída do senador foi conhecida por 89% dos ouvidos, o maior índice de conhecimento em pesquisas recentes. O número superou episódios como o escândalo do Banco Master, o caso envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro e a reunião de Jair Bolsonaro com embaixadores em 2022.
Entre quem ouviu falar do caso, 62% avaliam que Flávio agiu de forma errada, 29% julgam a decisão correta e 9% não souberam ou não quiseram responder.
Para 56% dos brasileiros, a motivação foi escapar da Justiça, enquanto 35% creem que ele buscava evitar uma perseguição política. Essa percepção pesa mais entre os bolsonaristas, mas a direita se divide: metade desse grupo, inclusive parte de quem votou em Flávio no segundo turno, acha que ele errou ao sair do país.
Entre os independentes, cerca de um terço enxerga perseguição política.
59% reprovam dúvidas levantadas por Flávio sobre as urnas
A Quaest também mediu a reação à tentativa de Flávio de se autoproclamar presidente após a eleição. Do total, 70% souberam do episódio, e 60% acham que ele se portou mal diante do resultado. O índice fica acima do registrado pela Quaest em dezembro de 2022 sobre a postura de Jair Bolsonaro após a derrota.
Ainda assim, 59% desaprovam que o senador tenha questionado o resultado das urnas. Para Felipe Nunes, essa rejeição mostra que a maioria vê as eleições como limpas e justas. Só um terço dos brasileiros acredita em fraude, número parecido com o de 2022.
Como Flávio chegou aos Estados Unidos
Flávio deixou o país depois que o ministro Alexandre de Moraes determinou a entrega de seus passaportes. Ele descumpriu a ordem, atravessou a fronteira por terra até a Argentina e de lá seguiu num avião particular. Desembarcou em um aeroporto próximo de Miami em 28 de outubro.
No Supremo Tribunal Federal (STF), o senador é investigado por suspeitas de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, e por lavagem de dinheiro em negócios ligados a casas de apostas pertencentes a Willer Tomaz, advogado e amigo de Flávio.
Uma das apurações analisa se ele usou uma casa de apostas para lavar dinheiro. Outra examina repasses de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para a produção do filme.
A Quaest ouviu 2.004 entrevistas presenciais entre 30 de outubro e 2 de novembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Editoria:
Redação Política
A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



