Porsche a 156 kmh em via de 50: motorista é condenado a 17 anos de prisão por matar Ornaldo

Juíza Melanie Liesenberg apontou que Fernando Sastre de Andrade Filho ignorou alertas de amigos e reconheceu dolo eventual.

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Foto: Reprodução / Jovem Pan News
Foto: Reprodução / Jovem Pan News

A Justiça de São Paulo condenou o motorista e empresário Fernando Sastre de Andrade Filho a 17 anos, um mês e 10 dias de prisão, em regime inicialmente fechado, pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos. A sentença foi proferida na quinta-feira (29) e divulgada na madrugada de sexta-feira (30).

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Pela decisão, Fernando também fica impedido de dirigir veículos. Ele não terá o direito de recorrer em liberdade.

Como ocorreu a batida na zona leste

O acidente aconteceu em 31 de março, na Avenida Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo. Fernando dirigia uma Porsche e bateu na traseira do Renault Sandero conduzido por Ornaldo. A vítima foi socorrida, mas morreu por causa de um traumatismo cranioencefálico.

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De acordo com os autos, Fernando estava alcoolizado e dirigia em alta velocidade. O colega Marcus Vinícius Machado Rocha, que seguia no mesmo carro, ficou gravemente ferido e precisou passar por uma cirurgia para a retirada do baço. Um laudo da perícia indicou que a Porsche andava a 156 kmh, mais de três vezes o limite da via, que é de 50 kmh.

Juíza aponta advertências ignoradas pelo condenado

Ainda conforme a decisão, a juíza Melanie Liesenberg afirmou que Fernando ignorou pedidos de amigos para que não assumisse o volante. Para a magistrada, esses alertas pesaram na avaliação do risco assumido por ele.

“As advertências desconsideradas e a consequente decisão de prosseguir na condução foram utilizadas como elementos de convencimento acerca da assunção do risco, que embasou o reconhecimento do dolo eventual pelo Conselho de Sentença”, disse a juíza Melanie Liesenberg.

Testemunhas e atuação dos policiais no atendimento

O julgamento começou na quarta-feira (28). Ao longo dos dois dias, foram ouvidas 11 das 14 testemunhas arroladas no processo. Entre elas estavam a policial militar Daisy Aparecida Cardoso Romão, que participou do atendimento e liberou Fernando sem a realização do teste do bafômetro, e o perito criminal Alfredo Vieira das Neves, contratado pela defesa.

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A conduta dos policiais também virou alvo de questionamentos do Ministério Público. Para a Promotoria, os agentes permitiram que Sastre deixasse o local com a mãe, que sugeriu levá-lo a um hospital para exames. Ele, porém, foi para casa e só se apresentou na delegacia 36 horas depois da colisão.

Na avaliação da acusação, liberar o motorista sem o bafômetro comprometeu as investigações e dificultou a apuração das circunstâncias do acidente. Os agentes foram denunciados pela Promotoria de Justiça Militar por inobservância de lei, na modalidade de tolerância, previsto no art. 324 do Código Penal Militar.

A Redação Brasil reúne a cobertura do Clique Fatos sobre o noticiário das cidades e dos estados brasileiros. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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