Renato Aragão tem mansão penhorada mesmo com o imóvel à venda por R$ 18 milhões

Dívida de IPTU de 2021 a 2023 chega a R$ 548.283,69 com correção, e a penhora, que não leva o imóvel automaticamente a leilão.

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O humorista Renato Aragão | Foto: Reprodução/Veja
O humorista Renato Aragão | Foto: Reprodução/Veja

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a penhora e a avaliação da mansão do humorista Renato Aragão, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste da capital fluminense. A informação foi divulgada pela coluna Gente na quarta-feira, 28, com exclusividade.

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A medida tem como objetivo assegurar o pagamento de uma dívida de IPTU que, já com correção, soma R$ 548.283,69 e se refere aos exercícios de 2021 a 2023. O imóvel está anunciado à venda por R$ 18 milhões.

Dívida de IPTU chega a R$ 548.283,69

O valor cobrado pelo município corresponde a três anos de tributos atrasados. Com juros e correção, a conta atingiu a cifra que motivou o processo de execução fiscal contra o artista.

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Ao mesmo tempo, a propriedade aparece em anúncio de venda por R$ 18 milhões, o que coloca o imóvel no centro de uma eventual negociação.

Juíza determinou penhora e avaliação do imóvel

A decisão foi assinada em 27 de outubro pela juíza Kátia Cristina Nascentes Torres, da 12ª Vara da Fazenda Pública da Capital. Pelo despacho, um oficial de Justiça terá de fazer a penhora e avaliar a propriedade.

A ordem também determina que a esposa do artista seja intimada. Renato Aragão passa a ser o depositário do imóvel, cabendo a ele conservar a casa até que a Justiça decida de outra forma.

Penhora não leva a casa automaticamente a leilão

Segundo Pierre Henriques, consultor jurídico e sócio da Smart Leilões, a penhora marca uma fase mais adiantada da execução fiscal e pode levar à venda judicial do bem, caso a dívida continue sem quitação. “A penhora vincula o imóvel ao processo como garantia do pagamento da dívida. Se o débito permanecer em aberto, o processo pode avançar para a avaliação judicial e, posteriormente, para o leilão do bem”, explica.

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O especialista, porém, faz uma ressalva: a penhora não significa que o imóvel vá a leilão de imediato. Durante o andamento do processo, o proprietário ainda pode pagar ou negociar a dívida. Após a intimação, Renato terá um prazo para apresentar embargos à execução, instrumento que permite contestar a cobrança.

“Mesmo depois da penhora, ainda há possibilidade de regularizar a dívida e evitar a venda judicial. O desfecho depende do andamento do processo e das medidas adotadas pelo devedor”, afirma Henriques.

Execução pode travar negociações de venda

A existência de uma execução fiscal também pesa sobre uma eventual venda. A penhora não transfere a propriedade de forma automática, mas a restrição judicial pode deixar potenciais compradores inseguros e dificultar o fechamento do negócio.

Dependendo das circunstâncias, uma venda feita enquanto a execução está em curso também pode ser contestada na Justiça. Além disso, o IPTU tem natureza propter rem, o que significa que a dívida acompanha o próprio imóvel. Por isso, a situação fiscal da casa precisa ser checada em qualquer negociação, sobretudo quando há processo judicial em andamento.

A Redação Entretenimento reúne a cobertura do Clique Fatos sobre famosos, TV, novelas, cinema e cultura pop. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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