Santander sobe taxa mínima do financiamento de 11,69% para 12,49% ao ano mais TR

Reajuste vale a partir de 30 de outubro e segue Bradesco e Itaú, em meio à alta dos juros futuros após a reeleição de Lula; a Caixa ainda não se manifestou.

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Logotipo do banco espanhol Santander é visto na fachada de um prédio em Madri, em 27 de outubro de 2011 REUTERS/Andrea Comas
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O Santander vai reajustar as taxas do crédito imobiliário a partir de 30 de outubro, seguindo o movimento iniciado pelo Bradesco e depois pelo Itaú. A informação foi confirmada no fim da tarde desta quinta-feira (29). Com o novo patamar, as operações passam a ser oferecidas com taxas a partir de 12,49% ao ano mais Taxa Referencial (TR), hoje próxima a 2% ao ano.

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A mudança acontece em meio à disparada dos juros futuros depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Até ontem (28), a taxa mínima confirmada pelo banco era de 11,69% ao ano mais TR. Em nota, o Santander afirmou que “o banco acompanha regularmente os indicadores econômicos e as condições do mercado imobiliário e avalia continuamente as condições de seus produtos de crédito”.

Itaú e Bradesco já haviam mexido nas taxas

Na mesma quinta-feira, o Itaú elevou a taxa mínima do crédito imobiliário de 11,99% para 12,95% ao ano mais TR. Dois dias antes, o Bradesco havia subido sua taxa de 11,7% para 15% ao ano mais TR.

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Paulo Padro, cofundador e especialista em crédito imobiliário da MySide, avaliou o movimento. Para ele, “os reajustes em financiamentos imobiliários costumam ocorrer de forma gradual, geralmente entre 0,1 e 1 ponto percentual”. Ele classificou o aumento de 3,3 pontos percentuais do Bradesco como “completamente fora do padrão”, e viu nele uma tentativa de tornar o financiamento menos atrativo e frear novas contratações.

Já o ajuste do Itaú, segundo Padro, ficou mais dentro do que considera normal diante da expectativa para os juros futuros.

Caixa é a principal incógnita do setor

Padro apontou a Caixa como a grande dúvida do mercado. A instituição responde por quase 70% do crédito habitacional do país, com carteira superior a R$ 1 trilhão. “A dúvida realmente é o que a Caixa vai fazer, já que isso depende da diretriz do governo federal”, disse o especialista.

Até o momento, a Caixa não respondeu aos questionamentos da reportagem.

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Por que os juros do crédito imobiliário sobem

A avaliação predominante no mercado liga os reajustes à forte alta da curva de juros observada após as eleições. Parte relevante do dinheiro que financia imóveis vem de instrumentos de mercado, como Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).

Quando os juros futuros sobem, o custo esperado de captação dos bancos também cresce.

O efeito pesa mais porque os financiamentos imobiliários podem durar mais de 30 anos, enquanto boa parte dos recursos usados para financiá-los tem prazo muito menor. Diante dessa diferença, as instituições tendem a ajustar as taxas quando percebem mudança relevante nas condições futuras do mercado.

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