Durigan anuncia escritório da Receita Federal em Pequim

Unidade vai facilitar o contato com o fisco chinês e integrar as aduanas no combate a crimes transnacionais.

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Subsecretária de fiscalização da Receita, Andréia Costa Chaves assumirá escritório da Receita Federal na China | Foto: Reprodução

O novo escritório da Receita Federal em Pequim é a primeira representação do órgão na Ásia e foi anunciado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

A subsecretária de Fiscalização da Receita, Andréia Costa Chaves, será a titular da nova unidade. O anúncio ocorreu nesta sexta-feira (26), durante visita oficial de Durigan à China.

Liderança no exterior

“Chaves é uma das melhores servidoras que o Serviço Público Brasileiro produziu e uma grande liderança na Receita Federal”, elogiou Dario Durigan em coletiva de imprensa sobre a indicação. O ministro informou ainda que Andreia Costa Chaves foi comunicada do posto dias antes; ela se deslocará para Pequim após concluir os trâmites administrativos necessários ao processo.

A secretária Cristina Reis, presente na entrevista, destacou o fato de uma mulher assumir o primeiro posto da Receita na China, o que reforça a paridade de gênero.

Objetivos tributários e aduaneiros

Os trabalhos desenvolvidos pelo escritório terão duas frentes principais. Na área fiscal (tributária), o objetivo é facilitar as interações com autoridades locais na China. Essa ponte será crucial por causa das mudanças no sistema brasileiro, como a reforma tributária e a tributação mínima sobre altas rendas.

“É muito importante… ter esta ponte da Receita Federal aqui”, enfatizou Durigan, especialmente pensando nos setores vitais para economia brasileira, citando particularmente o agronegócio devido ao seu contato direto e intenso com mercados chineses.

Combate transnacional ao crime

Já na área aduaneira, as atividades buscarão integrar a inteligência dos dois países. O foco principal é combater crimes organizados que atravessam fronteiras internacionais. Durigan comparou essa iniciativa a uma parceria já existente entre os Estados Unidos e Brasil nas respectivas alfândegas; nesse modelo foi possível identificar remessa ilegal tanto de armas quanto drogas sintéticas em conjunto.

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“Também vamos oferecer para a China… acoplar a inteligência da aduana brasileira com a chinesa, sobre o risco do ponto de vista de crime organizado”, declarou Durigan durante sua fala à imprensa no local.

Vale lembrar que esta abertura não será pioneira nos esforços brasileiros. O país mantém representações da Receita Federal nos países do Mercosul e em Washington, nos EUA. O escritório de Pequim é o primeiro da Receita no continente asiático.

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