Ipsos aponta queda de 33% para 27% em um ano na avaliação financeira dos brasileiros

A proporção de brasileiros que avaliam a própria situação financeira como confortável ou razoável recuou de 33% para 27% em um ano, segundo pesquisa da Ipsos divulgada em novembro. O levantamento ouviu 23 mil pessoas em 33 países, incluindo cerca de mil entrevistados no Brasil.
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No país, 34% afirmam ter dificuldade para administrar as contas, enquanto outros 34% dizem que conseguem apenas equilibrar o orçamento. A pesquisa registra a percepção dos participantes sobre as finanças pessoais, não mede renda, endividamento nem capacidade de pagamento das famílias.
Dificuldades financeiras são mais frequentes na Argentina
Entre os países pesquisados, 38% dos entrevistados se consideram em situação confortável ou razoável, e 27% relatam dificuldades. Na América Latina, o percentual que enfrenta aperto financeiro é de 60% na Argentina, 56% no Chile, 42% no Peru e 41% no México e na Colômbia.
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No Brasil, chega a 34%.
A avaliação dos brasileiros ocorre após alta recente dos preços. O IPCA avançou 0,82% em setembro, e a inflação acumulada em 12 meses atingiu 4,58%.
Alimentação e bebidas tiveram aumento de 0,83% no mês. Esses indicadores mostram a variação de preços; já a pesquisa da Ipsos reúne opiniões e expectativas dos entrevistados.
Brasileiros preveem aumento de gastos e inflação
Para os próximos seis meses, 55% dos brasileiros esperam desembolsar mais com alimentação. Outros 51% preveem despesas maiores com compras domésticas, e a mesma parcela acredita que pagará mais por energia e serviços essenciais, como gás e eletricidade.
As projeções para os 12 meses seguintes também apontam pressão sobre o orçamento. 61% esperam que os juros subam, enquanto 57% preveem aceleração da inflação e 55% acreditam que os impostos vão aumentar.
Apesar dessas expectativas, 38% dizem esperar melhora no padrão de vida; 20% projetam piora. Ao apontar motivos para a alta do custo de vida no Brasil, 72% mencionam as políticas do governo nacional.
Guerras e conflitos internacionais aparecem entre as causas citadas por 70% dos entrevistados, seguidos pela situação da economia global, com 69%. Na média dos 33 países pesquisados, conflitos e suas consequências são apontados por 76%.
Editoria:
Redação Economia
A Redação Economia reúne a cobertura do Clique Fatos sobre economia, negócios, mercado financeiro, agronegócio e finanças pessoais. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



