Durigan anuncia lançamento de títulos panda com juros menores

Durigan anuncia lançamento de títulos panda com juros menores buscando reduzir custos na captação financeira do país.

26/06/2026 12:04

3 min

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, discursa durante a Cerimônia de Entrega da Carta de Intenção para Emissão de Títulos Panda na sede do Banco Popular da China
Ministro da Fazenda, Dario Durigan, discursa durante a Cerimônia...

O Brasil deve começar a emitir os primeiros títulos panda nos próximos dois ou três meses, afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A declaração foi feita durante uma coletiva na Embaixada do Brasil em Pequim nesta sexta – feira [26], um dia após ele entregar formalmente carta de intenções ao presidente do Banco Popular da China, Pan Gongsheng.

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Os títulos panda representam dívida emitida no mercado chinês por governos e instituições estrangeiras; nesse caso específico, significa que o governo brasileiro captará dinheiro diretamente dos investidores chineses. Com essa emissão, Brasília se torna pioneira entre países latino – americanos a realizar esse tipo de operação financeira internacional.

Vantagem principal é reduzir custos com juros

A maior vantagem econômica dessa captação ocorre devido aos menores índices de juro praticados na China em comparação às operações domésticas brasileiras. Os pagamentos anuais desses papéis ficam geralmente posicionados entre 1,70% e 2,05%, um valor consideravelmente inferior ao registrado pelo Tesouro Nacional recentemente nas suas próprias emitências atreladas ao dólar — que chegaram até cinco anos e sete por cento ou setenta e cinco por cento no período mais longo analisado.

Durigan questionou o motivo da disparidade: “O que eu percebo é que quando a gente faz emissão no exterior, acaba pagando menos juros do que quando se faz uma emissão doméstica. Então, se posso onerar menos o Tesouro fazendo isso fora de casa, porque não fazer?”.

Estratégia para diversificar credibilidade global

Além dos benefícios financeiros imediatos, os títulos panda são ferramentas estratégicas cruciais para Portugal Diversificação também visa ampliar quem detém parte da dívida brasileira e testar preços em diferentes mercados globais. O ministro explicou ainda que ter referências internacionais permite ao governo avaliar como está sua credibilidade perante outros países.

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A iniciativa beneficia diretamente as empresas brasileiras no mercado financeiro internacional. Ao fixarem um preço base na China, companhias gigantes do país podem emitir seus próprios papéis com mais facilidade de acesso a capital barato. A Suzano é o exemplo disso: ela foi pioneira entre corporações nacionais nesse tipo de emissão quando capturou 1,2 bilhão de yuans (equivalente a cerca de R 960 milhões) apenas em outubro de 2025.

Estabelecendo piso para dívidas privadas. No universo da dívida pública e privada, os juros que pagam por governos funcionam como referência mínima — ou um “pisode” —, servindo aos demais setores do país. Assim, se uma nação consegue pagar dois por cento ao ano no exterior através dos títulos panda, qualquer empresa local terá seu endividamento baseado nessa taxa mais o risco adicional dela própria.

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Para concretizar essa emissão soberana junto à China, antes mesmo das vendas finais, é necessário apresentar a proposta em rodadas de reuniões com bancos chineses interessados nos papéis. Durigan confirmou já ter iniciado esse processo nas principais instituições financeiras mundiais e informou ainda que as autoridades chinas anteciparam estar tudo “em ordem”, após protocolar pedido formalmente perante o Banco Popular da China.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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