Deputado Marcos Pereira se desculpa após polêmica sobre PEC da escala de trabalho

O deputado federal Marcos Pereira, presidente do partido Republicanos, emitiu um pedido de desculpas na segunda-feira, 2 de março de 2026, após declarações controversas sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa reformular a escala de trabalho.
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Em vídeo, Pereira admitiu que suas palavras foram inadequadas.
Inicialmente, o deputado expressou preocupação com o que ele considerava “ócio demais faz mal” e a falta de recursos do “povo” para lazer, argumentando que isso poderia aumentar a exposição a problemas como drogas e jogos de azar. Ele questionou sobre as opções de lazer para pessoas de baixa renda, mencionando comunidades e o sertão nordestino como exemplos.
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Pereira reconheceu que suas frases soaram desrespeitosas aos trabalhadores brasileiros e pediu desculpas pelo impacto causado. Ele enfatizou que seu objetivo era discutir o impacto econômico da PEC, ressaltando que “todo trabalhador merece descanso, respeito e tempo com a família”.
Contexto Econômico e Experiência Ministerial
O deputado também compartilhou sua experiência como ministro da Indústria e Comércio no governo Michel Temer, destacando que “mais de 90% das empresas do Brasil são micro e pequenas empresas, e elas sustentam a maior parte dos trabalhadores, dos empregos”.
Ele ressaltou a necessidade de mudanças responsáveis para evitar riscos aos postos de trabalho.
Aprovação da Designação de Azi como Relator da PEC
No Congresso Nacional, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, também do Republicanos, oficializou a designação do deputado federal Paulo Azi (União Brasil-BA) como relator da PEC do fim da escala 6×1 na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
Essa medida uniu as propostas originais da deputada Erika Hilton (Psol-SP) e do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), dando início à tramitação do tema na Câmara.
Resistência e Próximos Passos
Apesar da designação, o partido de Azi enfrenta resistência e pretende barrar o avanço do texto. O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, declarou que o partido teme a sensibilidade do momento eleitoral. A tramitação da PEC envolverá a análise da Comissão Especial e, posteriormente, o debate no plenário da Câmara.
Marcos Pereira expressou que “Poderia se debater em outro momento, mas em ano eleitoral é muito sensível, porque expõe a Casa”.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
Redação Brasil
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