Casos de câncer ligados ao 11 de Setembro crescem 900% em dez anos

O desabamento das Torres Gêmeas espalhou uma nuvem de poeira tóxica pelo sul de Manhattan e deixou incêndios ativos por meses. A fumaça liberada continha substâncias cancerígenas e atingiu socorristas, moradores, trabalhadores e estudantes da região.
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Nos meses e anos seguintes, milhares de pessoas foram diagnosticadas com doenças relacionadas à exposição no “Marco Zero”, segundo o Programa de Saúde do World Trade Center. Até 2026, aproximadamente 154 mil socorristas e sobreviventes estavam inscritos no programa.
Doenças após a exposição no Marco Zero
Muitas das doenças desenvolvidas após os ataques foram fatais. Mais de 600 integrantes do Corpo de Bombeiros de Nova York e mais de 450 policiais do Departamento de Polícia de Nova York morreram em decorrência de doenças relacionadas à atuação no Marco Zero.
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O programa também acompanha pessoas que trabalhavam, moravam ou frequentavam escolas na área atingida. Elas são classificadas como sobreviventes e fazem parte do grupo que busca atendimento para doenças relacionadas ao desastre.
Pesquisas publicadas pelo Programa de Saúde do World Trade Center indicaram que bombeiros tratados por enfermidades ligadas aos atentados de 11 de setembro tiveram taxas mais altas de câncer de tireoide, câncer de próstata e determinados tipos de câncer no sangue nos oito anos seguintes aos ataques, na comparação com a população geral dos EUA.
Programa de Saúde do World Trade Center
Em 2010, o Congresso aprovou a criação do Programa de Saúde do World Trade Center. A iniciativa passou a oferecer tratamento gratuito a socorristas e sobreviventes com problemas de saúde associados ao ataque em Nova York e aos locais relacionados no Pentágono e em Shanksville, na Pensilvânia.
Cerca de 60 mil sobreviventes e socorristas se inscreveram no primeiro ano de funcionamento. Desde então, a procura cresceu de forma contínua: até 2026, o total havia mais do que dobrado e chegado a aproximadamente 154 mil participantes.
Na última década, o número de integrantes diagnosticados com câncer aumentou 912%, conforme dados divulgados pelo próprio programa. Até junho, 57.044 participantes haviam recebido esse diagnóstico.
O crescimento provavelmente está ligado a mais de um fator. Entre eles estão o tempo necessário para que a doença se desenvolva e o aumento expressivo do número de pessoas cadastradas no programa ao longo dos anos. Ainda assim, os dados indicam que a exposição ao Marco Zero está associada a um risco maior de câncer.
Problemas respiratórios e saúde mental
Além dos casos de câncer, muitos participantes convivem com asma, sinusite crônica e distúrbios respiratórios crônicos.
Milhares também enfrentam transtorno de estresse pós – traumático e depressão. O atendimento gratuito oferecido pelo Programa de Saúde do World Trade Center contempla socorristas e sobreviventes afetados pelos ataques e pelos locais associados.
Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Internacional
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