Alcolumbre quer negociar indulto ou anistia a Bolsonaro para garantir reeleição no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), quer negociar um indulto ou uma anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em troca do apoio de parlamentares da direita à sua reeleição em fevereiro do próximo ano. A informação é da Folha de S.
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Paulo, em reportagem publicada na quarta-feira (28/10).
Dois aliados do senador, ouvidos pelo jornal, afirmam que a movimentação também tem como objetivo aliviar a pressão por impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), sobretudo de Alexandre de Moraes.
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Impeachment de ministros do STF ganha força no Senado
Ao menos 49 dos 81 senadores da próxima legislatura defendem o afastamento de juízes da Corte, embora parte deles tenha ressalvas ao tema.
Para tirar um magistrado do cargo, porém, o plenário precisa de 54 votos, número que ainda está longe de ser garantido.
Alcolumbre prevê indulto humanitário antes de qualquer anistia
A proposta, segundo as fontes, seria apresentada por Alcolumbre como parte de um acordo de “pacificação do país” depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada no domingo (25/10). Bolsonaro está preso desde agosto de 2025, condenado por tentativa de golpe de Estado.
A primeira saída que o líder do Senado considera é convencer Lula a conceder um indulto humanitário ao ex-presidente. Se o petista recusar, Alcolumbre pretende trabalhar pela aprovação de uma anistia no Congresso.
Ainda de acordo com as fontes, o assunto não chegou a ser discutido com Lula. Alcolumbre aguardaria os desdobramentos da fuga de Flávio Bolsonaro (PL), que chegou a Miami pela manhã.
Dosimetria e a bancada do PL no cálculo do senador
O interesse de Alcolumbre é permanecer no comando do Senado na eleição de fevereiro. O PL tem a maior bancada da Casa, com 29 senadores, além do apoio de três integrantes do Novo.
O temor do presidente do Senado é que esse bloco, somado a outras legendas, acabe apoiando nomes como Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS).
Uma das etapas da negociação passaria pelo STF, que teria de reconhecer a constitucionalidade da dosimetria, lei aprovada no fim de 2025 para reduzir as penas dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Lula, contudo, pode vetar a proposta. Pela versão das fontes, Alcolumbre quer fechar um acordo entre os três Poderes antes de levar o tema ao plenário.
O plano não prevê a devolução dos direitos políticos de Bolsonaro, que seguiria inelegível.
Editoria:
Redação Política
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