Bolsonaro em prisão domiciliar: decisão polêmica e riscos à saúde

Bolsonaro deixa o hospital e passa a cumprir 90 dias de prisão domiciliar em Brasília por decisão de Alexandre de Moraes

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Foto: Reprodução
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Ex-presidente Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília

O ex-presidente Jair Bolsonaro, de 71 anos, retornou nesta sexta-feira (27) para sua residência no condomínio Solar de Brasília, localizado no Jardim Botânico (DF). A medida marca o início da sua prisão domiciliar, que terá duração de 90 dias, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

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O ex-presidente chegou em uma caminhonete branca e utilizou um colete à prova de balas. A decisão de Moraes, de caráter temporário, visa a considerar o estado de saúde de Bolsonaro, que tem enfrentado diversas intercorrências médicas nos últimos meses.

A Procuradoria Geral da República também se manifestou favoravelmente à medida.

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Análise e reavaliação da prisão domiciliar

Segundo Moraes, a análise da manutenção da prisão domiciliar será reavaliada após 90 dias, com possível realização de perícia médica caso seja necessário. O ministro citou a literatura médica, que indica um tempo de recuperação total dos pulmões de um idoso na faixa etária de Bolsonaro (71 anos) entre 45 e 90 dias.

A decisão acompanha o quadro de saúde do ex-presidente, que enfrenta uma pneumonia severa, a terceira que o acomete, e a necessidade de cuidados médicos contínuos.

Condições da prisão domiciliar e medidas restritivas

Além da prisão domiciliar, Bolsonaro deverá utilizar novamente uma tornozeleira eletrônica para monitoramento. Michelle Bolsonaro, Laura Bolsonaro e Letícia Marianna Firmo da Silva (enteada de Bolsonaro) não precisam de autorização para residir na mesma casa.

As visitas de Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro estão permitidas, seguindo rigorosas condições legais, realizadas nas quartas e sábados, entre 8h e 16h, e com a supervisão de agentes policiais.

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Restrições e monitoramento

Visitas de outros familiares, advogados e médicos foram suspensas por 90 dias. A equipe médica não precisará de autorização para realizar visitas, e em caso de necessidade, Bolsonaro poderá ser internado sem a necessidade de uma decisão judicial prévia, seguindo orientação médica.

Restrições incluem o uso de celulares, telefones ou qualquer outro meio de comunicação externa, além da proibição de acesso às redes sociais ou divulgação de fotos e vídeos.

Histórico de saúde do ex-presidente

Desde a campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro passou por 14 cirurgias, incluindo 10 relacionadas a sequelas do ferimento abdominal sofrido em 2018 e complicações decorrentes de procedimentos posteriores. O ex-presidente enfrenta um soluço refratário, ou crônico, que pode causar refluxo e irritação nas vias respiratórias.

As três cirurgias mais recentes foram realizadas em dezembro de 2025, incluindo uma herniorrafia inguinal bilateral e procedimentos para bloquear o nervo frênico.

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