Justiça italiana aprova extradição de Carla Zambelli; defesa ainda pode recorrer

Corte de Apelação de Roma aceita o pedido do Brasil para extraditar Carla Zambelli; defesa ainda pode recorrer à Cassação

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Foto: Reprodução
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Justiça italiana aprova extradição de Carla Zambelli

A Justiça italiana aceitou nesta quinta-feira (26) o pedido do governo brasileiro para a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A decisão representa um passo importante para que a ex-deputada cumpra a pena que lhe foi imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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A extradição ocorrerá após a análise final da Corte italiana e de eventuais recursos apresentados pela defesa.

Processo em andamento

A defesa de Zambelli ainda tem a possibilidade de recorrer à Corte de Cassação de Roma. Caso a extradição seja confirmada, a ex-deputada será detida na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. O Ministério das Relações Exteriores acompanhará de perto o processo de extradição, conforme procedimento padrão.

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A análise do caso teve início em 11 de fevereiro, quando a corte italiana negou o pedido da defesa para trocar a composição dos juízes, sob alegação de parcialidade. A Corte entendeu que a tentativa de protelar o julgamento era evidente. A decisão da Corte de Apelação foi comunicada à Embaixada brasileira pelos advogados de Zambelli.

Condenação e prisão preventiva

Carla Zambelli foi condenada em maio de 2025 pelo STF a 10 anos de prisão e ao pagamento de R$ 2 milhões por danos coletivos, decorrentes da invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva da deputada.

As investigações revelaram que Zambelli foi a autora intelectual da invasão ao sistema do CNJ, com o objetivo de emitir um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. O hacker Walter Delgatti, também condenado, executou o ataque sob as ordens da congressista.

Passos finais da extradição

Em junho de 2025, Zambelli deixou o Brasil e se tornou foragida, sendo incluída na lista vermelha da Interpol a pedido do ministro Alexandre de Moraes. Em julho, ela foi presa em Roma. O governo brasileiro então formalizou o pedido de extradição, que foi enviado pelo Itamaraty ao governo italiano.

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Adicionalmente, em agosto de 2025, Zambelli foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal contra o jornalista Luan Araújo, ocorrido em São Paulo na véspera do segundo turno das eleições de 2022.

O STF determinou a perda do mandato parlamentar e o pagamento de uma multa de 400 salários mínimos vigentes em 2022, com atualização monetária.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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