Wellington Dias rebate Luciano Huck sobre o Bolsa Família
Ministro Dias Reage às Declarações de Huck Sobre o Bolsa Família
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, se manifestou publicamente sobre as controvérsias envolvendo o apresentador Luciano Huck e o programa Bolsa Família. A reação ocorreu em meio ao 5º Fórum Esfera, realizado em Guarujá (SP), no último sábado (23.mai.2026), e em resposta a declarações anteriores de Huck sobre o programa social.
Críticas e Contestações Públicas
Durante o fórum, Huck argumentou que o Bolsa Família não incentiva a saída da pobreza, pois os beneficiários buscariam “atalhos” para permanecerem dependentes do auxílio “ad aeternum”. Em sua segunda manifestação pública sobre o assunto, o ministro classificou a fala do apresentador como “feia”.
Em uma publicação nas redes sociais na segunda-feira (25.mai.2026), Dias já havia questionado dados apresentados por Huck sobre a economia do município de Senhor do Bonfim (BA), destacando o perigo da “falta de informação como arma”.
Dados do Bolsa Família Contradizem a Tese de Inércia
Para refutar a alegação de que o programa não gera estímulos, Wellington Dias apresentou dados recentes do Bolsa Família desde 2023. Segundo ele, 5,1 milhões de famílias deixaram o programa, superando a linha da pobreza, e passaram a trabalhar em diversos setores, como supermercados, empresas de energia e no setor público.
Atualmente, 7,1 milhões de famílias beneficiárias possuem emprego formal ou atividades econômicas autônomas. O ministro explicou que, mesmo inseridas no mercado de trabalho, algumas famílias continuam recebendo o auxílio devido às regras de cálculo per capita, que consideram o número de pessoas na família e o salário mínimo.
Defesa do Papel Humanitário do Programa
Wellington Dias enfatizou a necessidade urgente de combater estigmas sociais e ressaltou o papel humanitário da assistência social. Ele argumentou que situações como as enfrentadas pelos beneficiários do Bolsa Família devem ser usadas para “enterrar de vez o preconceito” contra a população de baixa renda, garantindo que “pessoas nunca mais sejam humilhadas”.
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