Mendonça mantém vídeo de Flávio sobre Lula e Bolsa Família no ar, mas barra anúncios pagos

O ministro André Mendonça, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), negou o pedido para retirar do ar um vídeo da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) que ataca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por ter dito que “não sabia” que o Bolsa Família estava havia quase quatro anos sem reajuste.
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O ministro, no entanto, mandou suspender o impulsionamento pago da publicação.
Pela decisão, Flávio e a Meta devem interromper a promoção paga do conteúdo. Mendonça também vetou a contratação de novos anúncios para a mesma peça. A medida é liminar e ainda passará pelo plenário do TSE.
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Vídeo usa fala de Lula em sabatina à TV Globo
Na peça, o candidato exibe um trecho de entrevista em que Lula afirma desconhecer a falta de correção do benefício. Depois, Flávio diz que o petista “esqueceu por quatro anos de quem recebia o Bolsa Família” e só se lembrou do reajuste a poucos dias da eleição.
O vídeo ainda acusa Lula de enganar “pessoas para conseguir voto”.
A declaração explorada pela campanha foi dada na sabatina à TV Globo, no dia 15. Lula classificou como “inexplicável” o programa ter passado quase quatro anos sem reajuste e disse ter determinado a correção assim que tomou conhecimento.
“Eu não sabia que o Bolsa Família não tinha sido reajustado. Isso é inexplicável, que no governo do Lula, alguém pense em não reajustar a inflação no salário das pessoas. É impensável, mas aconteceu”, afirmou o presidente.
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Piso do Bolsa Família subiu para R$ 691
O governo anunciou a correção em 17 de setembro, numa cerimônia no Palácio do Planalto, a 17 dias do primeiro turno. O piso foi de R$ 600 para R$ 691, com pagamento do novo valor previsto a partir de outubro.
O benefício médio, que inclui os adicionais pagos às famílias, passou de R$ 675 para R$ 777. Reportagem da CNN mostrou que o Ministério do Planejamento e Orçamento editou a minuta que fundamentou o reajuste na véspera do anúncio.
Por que o ministro barrou só o impulsionamento
Para Mendonça, embora o vídeo também promova a candidatura de Flávio, a narrativa tem como foco principal desqualificar Lula. A legislação eleitoral permite que conteúdos negativos sobre adversários continuem nas redes, mas proíbe que sejam impulsionados mediante pagamento.
O ministro ressaltou que, neste momento, não considera falsas, ofensivas ou difamatórias as afirmações feitas na peça. Por isso, rejeitou a remoção e limitou a ordem ao fim da promoção paga, decisão que ainda será analisada pelo plenário do TSE.
Editoria:
Redação Política
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