Walker Lahmann destaca que 70% dos medicamentos consumidos no Brasil são produzidos internamente
Durante o evento Eloos, realizado em Belo Horizonte nesta segunda-feira (3), o diretor executivo de relações institucionais da Eurofarma, Walker Lahmann, afirmou que cerca de 70% dos medicamentos consumidos no Brasil são produzidos internamente. Ele destacou a posição privilegiada do país na indústria farmacêutica, embora tenha alertado sobre um desafio significativo: a dependência da importação de ingredientes essenciais para a produção de remédios.
“O Brasil tem uma posição muito privilegiada na produção farmacêutica”, declarou Lahmann, ressaltando que a maior parte dos componentes utilizados na fabricação de medicamentos ainda vem de países como China e Índia. Essa realidade não é exclusiva do Brasil, conforme ele explicou, pois muitos outros países também enfrentam essa dependência.
Desafios da Indústria Farmacêutica
A complexidade na produção dos ingredientes farmacêuticos ativos e a forte concorrência no setor foram temas abordados por Lahmann.
O evento Eloos se propôs a discutir esses desafios e as oportunidades disponíveis para a indústria brasileira. Durante o quinto ciclo do evento, lideranças políticas e empresariais estarão no Espaço Ava para debater o papel da indústria na transformação da economia nacional por meio de inovações e estratégias eficazes.
A programação foi dividida em três painéis distintos. O primeiro painel abordou os dois principais obstáculos à competitividade do Brasil no comércio internacional: a fragilidade dos mecanismos de defesa comercial, como as medidas antidumping, e os altos custos operacionais conhecidos como “Custo Brasil”.
Esses fatores incluem logística deficiente, malha ferroviária pouco integrada e uma burocracia excessiva.
A Transformação da Indústria em Minas Gerais
No segundo painel, os participantes discutiram novos pactos trabalhistas, especialmente sobre a proposta de revogação da escala 6×1. Essa mudança poderá impactar diretamente setores como comércio e serviços, além da indústria. A escassez de mão de obra qualificada também foi um ponto crítico debatido pelos especialistas presentes.
Por fim, o último painel trouxe à tona discussões sobre diversificação industrial e o futuro do setor em Minas Gerais. Os participantes apresentaram ideias sobre como transformar um estado com forte base mineral em uma plataforma diversificada industrialmente.
Temas como siderurgia avançada, bens de capital, eletromobilidade e tecnologia foram destacados como áreas promissoras para o desenvolvimento econômico regional.
A discussão no Eloos reflete um momento crucial para a indústria brasileira.
Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Economia
A Redação Economia reúne a cobertura do Clique Fatos sobre economia, negócios, mercado financeiro, agronegócio e finanças pessoais. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.