Waack: Fachin tenta pôr a bola no chão no jogo sujo do STF

O ministro Flávio Dino voltou a ocupar o centro da crise envolvendo o STF (Supremo Tribunal Federal) e o escândalo Master. A disputa ganhou novo capítulo nesta quarta-feira (9), quando o presidente da Corte, Edson Fachin, anunciou medidas relacionadas ao inquérito das Fake News e a uma possível investigação contra Alexandre de Moraes.
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A tensão se intensificou depois que Flávio Dino criticou publicamente, no domingo (6), a intenção de Edson Fachin de encerrar o instrumento de exceção. Fachin também teria sido afastado, na prática, de decisões sobre o funcionamento do tribunal.
Do “Supremo Futebol Clube” à crise no STF
Flávio Dino já havia chamado o STF (Supremo Tribunal Federal) de “Supremo Futebol Clube”. O episódio de inação ocorreu no começo do ano, quando ele e outros ministros decidiram não agir diante das primeiras investigações do escândalo Master, que apontaram o envolvimento de colegas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
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A avaliação apresentada é que os integrantes do tribunal atuavam como um time, preservando a força dos Supremos Poderes enquanto as apurações permaneciam em segundo plano. O avanço das investigações, porém, alterou esse equilíbrio e provocou mudanças dentro da Corte.
Na visão exposta, o grupo deixou de funcionar como um clube coeso e passou a viver uma disputa aberta, comparada a uma arena de luta livre. O conflito envolveria ministros que se consideravam autorizados a definir tanto a modalidade de atuação do tribunal quanto os limites de suas próprias decisões.
Decisões de Edson Fachin nesta quarta-feira (9)
Edson Fachin tentou conter a escalada nesta quarta-feira (9). Entre as medidas anunciadas está a retirada de Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das Fake News, além de submeter ao Plenário a decisão sobre abrir ou não uma investigação contra Moraes.
O alcance do confronto é considerado grande e imprevisível, especialmente porque envolve a disputa de poder dentro do STF (Supremo Tribunal Federal).
Fachin também pretende definir quem, de fato, terá autoridade sobre a Polícia Federal. A corporação é apresentada como peça central da disputa, enquanto o tribunal enfrenta questionamentos sobre sua capacidade de tomar decisões sem interferências externas.
A reação de fora do STF (Supremo Tribunal Federal) é descrita como negativa, com críticas ao espetáculo político e institucional e à avaliação de que a situação não pode continuar dessa maneira.
Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Política
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