Novo critica Flávio Dino após recondução de Andrei Rodrigues à direção da PF

Flávio Dino reverteu o afastamento determinado por André Mendonça e afirmou que o Novo não tem legitimidade para pedir cautelares em processos penais.

09/09/2026 10:40

3 min

Ministro Flávio Dino em sessão plenária
Ministro Flávio Dino em sessão plenária

O partido Novo criticou a decisão de Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que reconduziu o diretor – geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, ao cargo após o ministro André Mendonça determinar seu afastamento.

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A legenda afirmou que havia feito uma “forte mobilização” no Senado Federal contra a indicação de Dino para a Suprema Corte. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou o atual ministro ao cargo em 2023.

Novo questionou permanência de Andrei Rodrigues

O partido declarou que o abaixo – assinado contra a indicação de Flávio Dino reuniu mais de 420 mil assinaturas, mas não impediu sua chegada ao STF. Para o Novo, a decisão agora produz consequências relacionadas à atuação do ministro.

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A reação ocorreu depois de André Mendonça afastar Andrei Rodrigues e Leandro Almada, diretor de inteligência da corporação. A decisão de Mendonça teve como base um pedido apresentado pelo próprio partido ao STF.

Na solicitação, o Novo citou menções do chefe da PF na investigação do extinto Banco Master e defendeu uma apuração contra Andrei “sem interferências, constrangimentos hierárquicos ou riscos relacionados ao acesso privilegiado a informações, pessoas, sistemas e decisões administrativas da própria Polícia Federal”.

O partido também pediu a instauração de investigação criminal e a decretação da medida cautelar de afastamento de ANDREI AUGUSTO PASSOS RODRIGUES do cargo de Diretor – Geral da Polícia Federal, com base no artigo 319, inciso VI, do Código de Processo Penal.

Flávio Dino contestou decisão de André Mendonça

Ao reverter o afastamento, Flávio Dino afirmou que André Mendonça não poderia usar o pedido de um partido político para determinar medidas contra Andrei Rodrigues e Leandro Almada. Para o ministro, o Novo não tem legitimidade para requerer cautelares em investigações criminais ou processos penais.

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No despacho, Dino afirmou que “é de clareza solar que os partidos políticos não são partes no processo penal”. Também apontou que o partido teria interesse direto na medida por ter um candidato à Presidência da República, Romeu Zema, que busca superar o atual mandatário, candidato à reeleição.

A posição de Romeu Zema está ligada à decisão de André Mendonça que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues e Leandro Almada. O caso começou depois de Alexandre de Moraes utilizar relatórios atribuídos a Mendonça na condução da relatoria do Banco Master e das fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social.

Segundo Mendonça, os documentos revelariam um “”, realizado por mais de 30 dias, sobre sua atuação e a de outras autoridades, como o advogado – geral da União, Jorge Messias. O julgamento está suspenso por pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, mas o afastamento preventivo continua válido por ser uma decisão liminar.

Daniel Vorcaro citou relação com Andrei

Na semana passada, Daniel Vorcaro afirmou, em depoimento ao gabinete de André Mendonça, que as negociações para uma delação premiada não avançaram porque envolveriam Andrei Rodrigues. A oitiva ocorreu sem a participação da PF.

Vorcaro disse que viajou com Andrei para eventos e que os dois tiveram uma relação pretérita. Na avaliação dele, essa ligação teria contribuído para que delegados da Polícia Federal não escutassem o ex – dono do Banco Master.

Ele também afirmou que não houve abertura para ser ouvido e que existem pessoas interessadas em impedir a divulgação dos fatos que teria para revelar. Segundo Vorcaro, uma eventual delação premiada envolveria “pessoas de um núcleo político”.

No mesmo depoimento, Vorcaro sinalizou disposição para tentar novamente uma colaboração premiada, desta vez com elementos sobre sua relação com o diretor – geral da PF.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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