Trump assina acordo que amplia controle militar dos EUA na Groenlândia

Acordo proíbe países de fora da Otan de instalar forças militares na ilha e prevê novas bases americanas.

27/09/2026 08:11

2 min

O presidente dos EUA, Donald Trump, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, e o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, participam de uma cerimônia trilateral de assinatura de um acordo sobre a segurança da Groenlândia, em Nova York
O presidente dos EUA, Donald Trump, a primeira-ministra da Dinam...
▼

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um novo acordo sobre a Groenlândia, encerrando meses de ameaças diretas ao território e a aliados europeus. O entendimento, no entanto, introduz mudanças pontuais em um tratado de 1951 que regula a presença militar americana na região, segundo especialistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na prática, o pacto mantém países de fora da Otan— a aliança militar ocidental — afastados da ilha. Também permite um pequeno aumento no contingente de forças dos EUA no território autônomo. Trump havia chegado a ameaçar tomar a Groenlândia à força caso não conseguisse um acordo que considerasse satisfatório.

Tensão com europeus e contexto geopolítico

O movimento ocorre em um momento de alta tensão. Nações europeias vinham enviando tropas para a Groenlândia, e as relações com países como a Rússia se deterioravam. O novo acordo funciona como um complemento ao tratado de defesa de 70 anos que já autorizava os EUA a atuar na região como parte da estratégia de defesa da Otan.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Especialistas apontam que, embora o texto não represente uma ruptura, ele sinaliza um realinhamento das prioridades americanas no Ártico. A Groenlândia, território semiautônomo da Dinamarca, abriga uma base aérea estratégica dos EUA e possui imensas reservas de minerais e petróleo.

Mudanças no acordo e proibições

Entre as principais adições do novo acordo está a proibição explícita de que países que não integram a Otan instalem forças militares na Groenlândia. A medida mira diretamente a China e a Rússia, que nos últimos anos aumentaram sua presença e influência no Ártico.

O texto também prevê a construção de duas novas bases americanas no território. Além disso, garante acesso militar dos EUA caso a Groenlândia conquiste a independência da Dinamarca. Esse ponto é considerado crucial por analistas, já que o movimento separatista na ilha ganhou força nos últimos anos.

Reações e próximos passos

A Dinamarca, até o momento, não emitiu uma resposta oficial detalhada sobre o acordo. O governo groenlandês, que busca maior autonomia, acompanha as negociações de perto. Para especialistas, o entendimento pode reduzir a tensão imediata, mas não elimina as ambições de Trump sobre a região.

Leia também

O presidente americano já havia classificado a compra da Groenlândia como uma “necessidade estratégica absoluta” para os Estados Unidos. A assinatura do acordo, ainda que limitado, representa uma vitória diplomática para Trump, que enfrentava resistência tanto de aliados europeus quanto de setores do próprio governo.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!