Casa Branca promete resistir aos democratas após meio de mandato: Trump “nunca vai parar de lutar”

Comunicado cita nova ofensiva da oposição a partir de janeiro de 2027, com alvos como fronteira, impostos, imigração e Suprema Corte.

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X Daniel Torok/Casa Branca | Foto: Reprodução/Opera Mundi
X Daniel Torok/Casa Branca | Foto: Reprodução/Opera Mundi

A Casa Branca reagiu ao resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos com um comunicado em que afirma que o presidente Donald Trump “nunca vai parar de lutar”. O texto saiu no início da noite de quarta-feira (04/11), depois de os democratas conquistarem o controle da Câmara dos Representantes e do Senado.

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Na prática, o governo se prepara para resistir às tentativas da oposição de desfazer as políticas adotadas no segundo mandato de Trump. O documento, intitulado “O presidente Trump mais uma vez desafiará as probabilidades, as notícias falsas e a esquerda radical”, já antecipa esse embate.

Comunicado antecipa ofensiva democrata contra a agenda de Trump

Em outro trecho, o documento diz que “esses esforços fracassarão” e que “o povo americano já rejeitou essa agenda”.

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O comunicado lembra que Trump enfrentou dois processos de impeachment em seu primeiro mandato, em 2019 e 2021. Ambos foram aprovados pela Câmara dos Representantes, mas terminaram com a absolvição do republicano no Senado.

Quais medidas a oposição deve tentar, segundo o governo

A Casa Branca acusa a “esquerda radical” de pretender “reverter tudo o que o presidente Trump fez”.

De acordo com o comunicado, essas mudanças começariam a partir de janeiro de 2027, quando os novos congressistas tomarão posse. Entre elas, o governo cita a flexibilização das regras na fronteira com o México, a alta de impostos, a diminuição da repressão à imigração irregular e a volta de políticas de transição energética.

O documento também fala em enfraquecer as forças de segurança e aumentar o número de integrantes da Suprema Corte. Na área social, a oposição, nas palavras do governo, tentaria recriar os programas federais de diversidade, equidade e inclusão (DEI), extintos na gestão republicana, e derrubar as restrições de Trump a procedimentos médicos de afirmação de gênero para menores de idade.

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A lista ainda inclui, segundo a Casa Branca, a volta de mecanismos de censura, a proteção a imigrantes em situação irregular acusados de crimes e a revogação de medidas contra fraudes e desperdício de recursos públicos.

Trump minimiza impeachment e ameaça vetar propostas

Horas antes da divulgação do comunicado, no início da tarde, Trump conversou com jornalistas. Ele disse que já havia começado negociações com alguns democratas, mas avisou que poderia vetar todas as propostas da oposição que chegassem à sua mesa.

Questionado sobre a chance de enfrentar um novo processo de impeachment, o presidente desdenhou. Para ele, um impeachment sem motivo “destruiria o Partido Democrata”. “Nosso país está mais bem-sucedido agora do que em qualquer momento da história”, declarou.

Segundo a Reuters, dirigentes republicanos passaram a cobrar mudanças na condução política da Casa Branca após a derrota nas urnas. A agência destaca que, mesmo assim, Trump não sinalizou disposição imediata para alterar suas prioridades. A nova composição do Congresso deve permitir investigações parlamentares, convocações de integrantes do governo para prestar esclarecimentos e maior dificuldade para aprovar projetos presidenciais.

No Senado, a maioria democrata também poderá bloquear indicações para cargos federais.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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