Trump acusa Rússia de interferir nas eleições americanas de 2020

A Rússia negou de forma enfática as acusações feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que apontou Moscou como responsável por interferir nas eleições americanas realizadas em 2020.
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Em declaração feita nesta sexta-feira (17), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, rejeitou qualquer envolvimento do país em assuntos internos estrangeiros.
Rejeição às alegações sobre influência eleitoral
Peskov afirmou aos jornalistas russos: “Rejeitamos todas as acusações… A Rússia nunca interferiu nos assuntos internos de ninguém.” Ele acrescentou que espera que também não haja tentativas de interferência nos assuntos internos russos.
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O posicionamento veio após Donald Trump fazer um pronunciamento à nação na quinta-feira (16). O presidente havia emitido alertas severos sobre as vulnerabilidades do sistema eleitoral dos Estados Unidos, citando documentos que listavam a Rússia entre os países supostamente envolvidos em invasões da infraestrutura eleitoral americana.
Escopo e contra-ataques às acusações
Trump classificou explicitamente Rússia como parte dos “adversários” que tentam influenciar o pleito americano em 2020. Ele também direcionou atenção para Pequim, alegando acesso não autorizado de autoridades chinesas aos registros de mais de 220 milhões de votantes estadunidenses.
“Hoje anuncio a desclassificação imediata… Os dados mostram que o sistema eleitoral americano está ‘mais vulnerável do que nunca a ataques cibernéticos'”, declarou Trump durante seu discurso nacional sobre as falhas na infraestrutura de voto.
Por outro lado, a China também contestou as alegações: Lin Jian, porta-voz da chancelaria chinesa, classificou-as como “pura ficção e calúnia maliciosa”. O diplomata afirmou ainda que acusações anteriores de Washington já se mostraram infundadas.
O argumento russo baseado nas investigações americanas
Diante do cenário complexo das denúncias mútuas entre EUA e países rivais, o próprio Kremlin utilizou um histórico de apurações internas para defender sua posição. Dmitry Peskov lembrou aos presentes sobre conclusões feitas anteriormente pela própria Justiça americana.
Segundo ele, diversas investigações conduzidas nos Estados Unidos concluíram que não houve influência ou intervenção da Rússia no pleito norte-americano de 2020. O porta-voz destacou que essas constatações não vieram de órgãos russos.
Conclusão: foco nas fontes americanas
Peskov enfatizou que os resultados citados foram obtidos por comissões parlamentares e até pela Procuradoria-Geral dentro do próprio sistema americano. Ele concluiu reforçando o argumento factual perante jornalistas, dizendo “Todos chegaram à mesma conclusão: não houve influência”.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
Redação Política
A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



