Senador pede investigação sobre morte de “Sicário” sob custódia da PF

Senador Carlos Viana pede investigação completa sobre a morte de Luiz Phillipi Mourão, preso pela PF e levado a hospital em BH.

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Foto: Reprodução

Senador pede investigação após morte de investigado no caso Master

O senador Carlos Viana (Podemos-MG) solicitou, nesta quinta-feira (5 de março de 2026), uma investigação completa sobre a morte de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, que ocorreu sob custódia da Polícia Federal em Belo Horizonte.

O pedido formal foi enviado ao diretor-geral da Polícia Federal, detalhando uma série de solicitações para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.

O ofício exige um relatório circunstanciado da ocorrência, com uma cronologia precisa dos eventos que levaram à morte do investigado. Viana também busca informações sobre a unidade da Polícia Federal onde Mourão estava detido, as autoridades responsáveis pela custódia e os protocolos de vigilância e monitoramento do local, incluindo a existência de sistemas de câmeras e registros disponíveis.

Além disso, o senador solicita o registro da última verificação realizada pelos agentes e informações preliminares sobre quaisquer laudos periciais ou exames realizados.

O senador Viana expressou a necessidade de um acompanhamento rigoroso da investigação, anunciando que enviará um ofício ao Ministério da Justiça “para que seja feito um acompanhamento severo de toda a investigação, para que a gente possa esclarecer de fato tudo o que aconteceu nessa morte”.

O líder da oposição na Câmara dos Deputados também apresentou um requerimento à Polícia Federal e ao Ministério da Justiça, pedindo informações detalhadas sobre a morte de Mourão.

Em entrevista à CNN Brasil na manhã desta quinta-feira (5 de março de 2026), Viana destacou que a morte do investigado, que estava sob custódia do Estado e possuía informações relevantes sobre possíveis escândalos financeiros e políticos, necessita de acompanhamento próximo, levantando suspeitas de uma possível “queima de arquivo”.

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A Polícia Federal prendeu Mourão na manhã de quarta-feira (4 de março de 2026), durante a terceira fase da operação Compliance Zero.

Detalhes da prisão e circunstâncias da morte

Mourão foi socorrido na custódia da Polícia Federal em Belo Horizonte: a equipe tentou reanimá-lo e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que o encaminhou ao Hospital João 23. A corporação não divulgou detalhes sobre as circunstâncias da morte.

O investigado: Luiz Phillipi Mourão

Luiz Phillipi Mourão integrava o “núcleo de intimidação” de adversários e opositores do empresário Daniel Vorcaro, segundo a Polícia Federal. A decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, que autorizou a operação desta quarta-feira (4 de março) mencionava duas conversas entre Mourão e Vorcaro que podem ser interpretadas como intimidação.

Essas conversas incluem ameaças contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, e uma empregada de Vorcaro.

Mourão recebia R$ 1 milhão por mês por seus “serviços ilícitos”, pagos por intermédio de Fabiano Zettel, também preso na operação. Ele era responsável pela obtenção de informações sigilosas, monitoramento de pessoas e “neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado”, além de ter indícios de acesso a sistemas restritos de órgãos públicos e coordenar o grupo conhecido como “A Turma”, responsável por intimidar pessoas.

Origem do termo “sicário”

O apelido “sicário” vem do latim, significando “matador”. O termo foi utilizado pelo general romano Lúcio Cornélio Sula para punir assassinos de aluguel, e atualmente é associado a matadores de aluguel, como em cartéis de drogas do México, ou como visto no filme “Sicário”, dirigido por Denis Villeneuve.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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