Santiago Abascal, líder do Vox, chama migrantes em Ceuta de “invasores” após chegada em massa

Santiago Abascal, líder do partido de ultradireita espanhol Vox, esteve em Ceuta no domingo, dia 2 de agosto, após a chegada em massa de migrantes ao enclave. Durante sua visita, ele fez declarações contundentes sobre o que considera ser uma “invasão”, referindo-se ao fluxo significativo de pessoas que tentam entrar na Espanha através da fronteira.
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A situação chegou a um ponto crítico quando a polícia iniciou a instalação de barreiras na fronteira com o Marrocos para conter a situação.
Na noite anterior, as autoridades espanholas informaram que a travessia de migrantes para Ceuta havia cessado temporariamente. A barreira flutuante foi instalada em resposta a uma corrida em massa que resultou na morte de pelo menos 67 pessoas.
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Abascal declarou aos repórteres: “Estamos enfrentando uma invasão, e é assim que ela deve ser chamada”.
Medidas e Repercussões
Um vídeo divulgado pela Reuters no domingo mostrava ainda alguns migrantes chegando ao enclave pelo mar, apesar das novas medidas implementadas para controlar a entrada.
O primeiro-ministro espanhol de centro-esquerda, Pedro Sánchez, criticou a decisão da Itália, realizada na sexta-feira (31), que afetou os acordos de viagem sem passaporte do Espaço Schengen com Madri.
Abascal comentou sobre essa decisão italiana afirmando: “Entendo por que a Itália e outros países dizem querer fechar suas fronteiras”.
A Chegada de Migrantes em Números
As autoridades espanholas relataram que cerca de 50 mil pessoas entraram em Ceuta por terra e mar desde quinta-feira. Em um período de apenas 48 horas, mais de 48 mil dessas pessoas foram retornadas ao Marrocos, o que levanta questões sobre as condições enfrentadas por esses migrantes.
É importante notar que, ao contrário da maioria dos países europeus, Madri lançou recentemente um programa visando conceder residência a mais de meio milhão de pessoas em situação irregular. Contudo, as autoridades espanholas negaram que essa regularização tenha incentivado o influxo para Ceuta.
Elas argumentam que os solicitantes precisam comprovar residência na Espanha antes do dia 1º de janeiro de 2026 e ainda devem ter pelo menos cinco meses de residência contínua no momento da solicitação.
Desafios Futuros
A crise em Ceuta destaca não apenas os desafios imediatos relacionados à migração, mas também as tensões políticas dentro da Europa sobre como abordar essa questão complexa.
A situação continua sendo monitorada pelas autoridades locais e internacionais enquanto novos desenvolvimentos ocorrem.
Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Internacional
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