Renan Calheiros e Eudócia trocam acusações sobre o caso Master no Senado

Em sessão da Comissão de Assuntos Econômicos, senadores de Alagoas discutiram investimentos do Iprev de Maceió em títulos do Banco Master.

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Foto: Reprodução
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Senadores Trocam Acusações Sobre Investimentos e o Caso Master

Na tarde de terça-feira, 9 de junho de 2026, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal presenciou um intenso debate entre senadores do MDB e do PSDB, ambos ligados ao estado de Alagoas. A reunião, que ouviu o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, tratou das atividades do Instituto de Previdência de Maceió (Iprev) e de seus investimentos em títulos do Banco Master.

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A discussão ganhou contornos polêmicos com a participação de Eudócia, que acusou Renan Calheiros de envolvimento em irregularidades.

Conflitos e Acusações Mútuas

O ponto de partida para a discussão foi a afirmação de Renan Calheiros de que, durante a gestão do ex-prefeito João Henrique Caldas (JHC), o Iprev havia investido em títulos do Banco Master. A senadora questionou o contrato firmado entre o Banco de Brasília e a prefeitura de Maceió, buscando entender a lógica por trás da gestão da folha de pagamento.

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Eudócia, mãe de JHC, rebateu, argumentando que Renan havia agido de forma “monocrática” na condução da comissão. A senadora propôs a inclusão do Banco BMG em uma possível investigação sobre o caso Master, alegando que Renan havia sido citado em processos envolvendo o banco no passado.

Disputas e Argumentos

Eudócia também criticou a postura de Renan Calheiros, afirmando que ele age como “advogado” do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao sugerir o uso do Fundo Garantidor de Crédito para cobrir prejuízos de fundos de pensão. A senadora expressou sua frustração com a subestimação de seu papel como mulher no debate. “O senhor me respeite que eu estou falando aqui como senadora, não é como mãe, não”, declarou.

Renan Calheiros, por sua vez, enfatizou seu objetivo de responsabilizar os envolvidos no desvio de recursos no Iprev e chamou a fala de Eudócia de “filhotismo às avessas”. O senador defendeu que JHC se pronunciaria para esclarecer as acusações.

Encerramento da Sessão

A discussão acalorada interrompeu a sessão, com o presidente do Banco de Brasília, Nelson Antônio de Souza, retomando a pauta. Ele destacou que a recuperação após o caso Master tem sido um processo “cruel” e que o Banco de Brasília foi a empresa mais afetada pelo esquema de fraudes.

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Apesar disso, expressou otimismo quanto à recuperação de lucros a partir de 2027. A sessão foi encerrada enquanto a senadora Eudócia ainda proferia suas considerações.

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