Republicanos só mantêm o Senado por 51 a 49 se pesquisas errarem em 4 pontos, diz Mauricio Moura

Na simulação do professor da Universidade George Washington, os democratas têm vários caminhos para a maioria, enquanto Texas, Alasca.

2 min

Local de votação em eleições primárias nos EUA | Foto: Reprodução/CNN Brasil
Local de votação em eleições primárias nos EUA | Foto: Reproduçã...
▼

O professor Mauricio Moura, da Universidade George Washington, afirmou ao WW que os democratas são os grandes favoritos nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Para ele, os republicanos só teriam chances reais de vencer se as pesquisas subestimassem seus adversários em pelo menos quatro pontos percentuais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na prática, a conta depende de um erro grande e generalizado das projeções. Moura chegou a essa conclusão a partir de uma simulação com diferentes cenários eleitorais.

Cenário de erro das pesquisas favorece os republicanos

Moura resumiu a situação em uma frase. “Se todas as pesquisas subestimarem os democratas em quatro pontos percentuais, em todos os estados mencionados, talvez seja a única forma dos republicanos manterem o controle do Senado”, afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse caso, a disputa terminaria com 51 cadeiras para os republicanos contra 49 para os democratas. Se as pesquisas acertarem, porém, os democratas têm alta probabilidade de ficar com a maioria no Senado.

O especialista também observou que os democratas têm várias combinações possíveis de vitória. Já os republicanos precisam de um erro sistemático e expressivo nas projeções para virar o jogo.

Texas, Alasca, Kansas e Carolina do Sul pesam na conta

No Texas, o candidato James Talarico aparece como competitivo. Moura lembrou, no entanto, que as pesquisas costumam subestimar o comparecimento dos republicanos desde 1988. “Sempre se subestima o comparecimento dos republicanos”, disse.

No Alasca, uma congressista candidata também tem, segundo o especialista, chances reais de vitória. A disputa se cercou de polêmica por causa de outro candidato que tem o mesmo nome do republicano que concorre ao cargo.

Leia também

Moura também citou o Kansas, onde um candidato independente com histórico no Partido Democrata disputa a eleição. Ele classificou a situação como “inimaginável”.

A Carolina do Sul chamou atenção por outro motivo. Até dois dias antes da eleição, o estado não era considerado competitivo, mas passou a ficar dentro da margem de erro e surpreendeu as projeções favoráveis aos democratas.

Para Moura, o conjunto desses cenários reforça a posição dos democratas como favoritos na corrida pelo controle do Senado americano.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!