PT discute novo líder no Senado após Jaques Wagner ser alvo da PF no caso Master

Wagner deixou a liderança do governo após operação da Polícia Federal; Beto Faro é favorito para liderar a bancada do PT.

3 min

Na foto, o senador Beto Faro (PT-BA), que tem mandato até 2031 | Renato Araújo/Câmara dos Deputados | Foto: Reprodução

O PT avalia a escolha de um novo líder do partido no Senado Federal.

A definição deve ocorrer em reunião da bancada marcada para 30 de junho, às 8h30.

Buscando sucessor à liderança do PT

Em meio aos ajustes internos, o senador Beto Faro (PT-PA) aparece como favorito. Ele é apontado como o nome mais provável para a liderança da bancada.

Teresa Leitão deixou a liderança do PT ao assumir a liderança do governo no Senado, já que não pode acumular as duas funções.

Beto Faro não disputará eleição em 2026; seu mandato vai até 2031.

Investigações sobre Jaques Wagner e Banco Master

A situação política do senador Jaques Wagner ganhou contornos mais sérios com investigações criminais. Em 18 de junho passado, a Polícia Federal deflagrou o que foi chamado de nona fase da operação Compliance Zero contra ele.

Além de jáques wagner, outro empresário envolvido no setor financeiro também virou alvo das medidas policiais: trata-se de Augusto Ferreira Lima, proprietário do Banco Pleno e ex-sócio ligado ao caso Master.

Leia também

As autoridades expediram um total de 18 mandados para busca e apreensão em diferentes estados — Bahia, São Paulo e Distrito Federal —, além de aplicar outras cautelares importantes. Entre elas estão as proibições de contato entre os investigados e a suspensão dos passaportes associados aos fatos apurados.

Possíveis crimes apontados pela PF

Segundo o relato da Polícia Federal (PF), tudo que foi levantado até agora pode configurar diversos tipos penais na teoria jurídica brasileira. Os possíveis delitos incluem corrupção ativa ou passiva e lavagem de dinheiro.

Desde o início das operações policiais no caso Master, aliados do governo passaram ativamente a defender uma saída política imediata para Jaques Wagner como líder partidário. Essa pressão aumentou após declarações feitas pelo baiano durante entrevista à Band News sobre sua permanência em cargo.

Renúncia ao posto por prioridade pessoal

“Acho sinceramente, que ele não irá mexer na minha posição pela relação que a gente tem…”, declarou Jaques Wagner publicamente, mencionando um gesto solidário feito por Lula com quem se relaciona profissionalmente e afetivamente neste momento.

No entanto, o núcleo do governo avaliou que as falas expuseram o presidente Lula, ao sugerir que a permanência de Wagner dependia do apoio dele.

Diante disso, Wagner anunciou sua saída da liderança do governo em publicação no X.

“Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência”, escreveu ele na postagem que foi realizada pouco tempo depois de um encontro marcado entre Jaques Wagner e Lula realizado nas dependências do Palácio da Alvorada.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

A Redação Clique Fatos assina a cobertura geral do portal. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de fontes identificadas (órgãos oficiais, agências e veículos de imprensa) e passam por checagens automáticas antes de publicar. Encontrou um erro? Escreva para conteudo@cliquefatos.com.br.