Postura de Fachin em julgamento no STF desagrada Planalto e gera críticas

O governo Lula avalia que a atuação de Fachin na sessão do STF prejudicou sua imagem e abriu espaço para embates entre os ministros.

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Edson Fachin, Presidente do Supremo Tribunal Federal em Sessão Extraordinária | Foto: Reprodução/CNN Brasil

O Palácio do Planalto avalia que a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que discutiu a possibilidade de investigar o ministro Alexandre de Moraes terminou como um erro político. A principal queixa nos bastidores do governo foi a atuação do presidente da corte, Edson Fachin, que não teria demonstrado a firmeza esperada para conduzir os trabalhos.

A avaliação foi feita durante o Live CNN desta quarta-feira (16) pela analista de política Larissa Rodrigues.

Segundo Larissa, a expectativa dentro do governo era de uma postura mais enérgica de Fachin. “Se imaginava um pulso mais forte, mais firme, por parte do presidente do Supremo Tribunal Federal”, afirmou. Para o Planalto, o fato de a sessão ter sido transmitida ao vivo agravou o problema. “Fachin saiu um pouquinho menos empoderado dessa sessão do que quando ele entrou ali no início do dia de ontem”, disse a analista, descrevendo o sentimento predominante no governo.

Nervosismo perceptível e mudança de postura

Larissa Rodrigues destacou que o nervosismo de Fachin foi visível desde o início. “A gente percebeu o presidente da corte até gaguejando em alguns momentos”, observou. A analista apontou que, num primeiro momento, Fachin partiu para um embate com o ministro Flávio Dino, mas sua postura mudou ao longo da sessão.

“Ele já não tentava mais colocar uma certa ordem na própria sessão, e os embates entre os demais ministros foram se tornando cada vez mais frequentes”, completou.

Articulação prévia para fortalecer Fachin

Antes da sessão, o governo Lula articulou uma série de iniciativas para dar respaldo a Fachin. Larissa Rodrigues afirmou que Lula teria conversado por telefone com o presidente do STF e enviado interlocutores para reuniões com ele. “Em uma tentativa de empoderar o presidente do Supremo Tribunal Federal”, explicou.

Além disso, cartas de ministros aposentados do Supremo e de juristas circularam ao longo da semana. A Fiesp também emitiu um posicionamento de apoio à realização da sessão, mesmo sem ter relação direta com o tema em debate.

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Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

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