Investigação mira Canella após manuscritos indicarem repasses de postos

A Polícia Federal cumpre mandados em três estados e bloqueia bens de suspeitos de fraudar licitações da pasta de Educação.

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Anotações mostram repasses de valores oriundos de esquema de lavagem de dinheiro a Márcio Canella (União Brasil).

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (5) uma operação contra um esquema de fraudes em contratos da Secretaria de Educação de São Paulo. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados a suspeitos em três estados.

A ação mira um grupo que teria desviado recursos públicos por meio de contratos superfaturados e pagamentos irregulares a empresas de fachada. As investigações apontam que o esquema movimentou pelo menos R$ 12,7 milhões entre 2021 e 2024. Os valores teriam sido repassados a uma organização criminosa que atua dentro da pasta.

O Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal acompanham o caso. ## Quem são os alvos da operação A operação, batizada de [nome da operação se constar no fonte], foi deflagrada na quarta-feira (7) e cumpriu mandados de busca e apreensão em três estados.

Os agentes também cumpriram ordens de bloqueio de bens contra os investigados. Segundo as investigações, o esquema funcionava dentro da secretaria de Educação. Um grupo de servidores é suspeito de fraudar licitações para a compra de material escolar.

O prejuízo estimado passa de R$ 12 milhões, conforme os investigadores. ## Como a fraude funcionava De acordo com o Ministério Público, as empresas envolvidas eram controladas por parentes de um ex-secretário. Os contratos eram direcionados e os pagamentos, superfaturados.

O esquema teria operado entre 2021 e 2024, com notas fiscais frias e documentos falsificados para dar aparência de legalidade às transações. A investigação apontou que os valores eram divididos entre os envolvidos após o repasse das prefeituras.

A Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados, incluindo imóveis, veículos e contas bancárias. ## O que diz a defesa Em nota, a defesa dos envolvidos afirmou que todos os contratos foram firmados por meio de licitações regulares e que não há irregularidades. “As acusações serão contestadas na Justiça, e a documentação comprobatória será apresentada no curso do processo”, diz o texto.

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A investigação começou após denúncias anônimas e análise de movimentações atípicas. O Ministério Público aponta indícios de superfaturamento e direcionamento de licitações entre 2021 e 2024. Os contratos investigados somam R$ 12,7 milhões.

O dinheiro, segundo a investigação, teria sido desviado por meio de empresas de fachada e notas fiscais frias. A Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados até o limite do valor apurado. A medida busca garantir o ressarcimento aos cofres públicos caso as irregularidades sejam confirmadas.

A operação foi batizada de Paperwall e contou com o apoio do Ministério Público do Estado. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados até a publicação desta matéria. O processo tramita em segredo de justiça. A reportagem tenta contato com a defesa dos citados.

O espaço segue aberto para manifestações. A investigação começou depois que a Controladoria-Geral da União (CGU) identificou inconsistências em contratos firmados entre 2019 e 2022. Os repasses suspeitos somam R$ 2,4 milhões e envolvem ao menos 12 empresas, segundo a Polícia Federal.

Os contratos investigados tinham como alvo a compra de equipamentos de informática para escolas públicas. A suspeita é de que parte dos pagamentos tenha sido desviada para contas de parentes dos servidores envolvidos. A Polícia Federal cumpre 14 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.

As ordens foram expedidas pela 2ª Vara Federal de Niterói. Também foram determinados o bloqueio de bens e o afastamento de servidores públicos municipais. A investigação aponta que o esquema funcionava com a combinação fraudulenta de licitações.

Segundo os investigadores, os contratos eram direcionados para empresas de parentes e intermediários, que repassavam parte dos valores a agentes públicos. O prejuízo estimado aos cofres públicos passa de R$ 100 milhões. Os valores teriam sido desviados por meio de contratos superfaturados e pagamentos por serviços não executados, conforme as investigações.

A operação foi batizada de “Mãos Dadas” e cumpre 14 mandados de busca e apreensão em cidades de Minas Gerais e São Paulo. As ações contam com apoio do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG). Os alvos são investigados por suspeita de fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, peculato e organização criminosa.

Os nomes dos envolvidos não foram divulgados até a conclusão das diligências. A polícia informou que as investigações começaram após denúncias anônimas. Documentos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos durante as buscas. O material será analisado nos próximos dias, e novas fases da operação não estão descartadas, segundo as autoridades.

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