Preço de commodities agrícolas sobe 13% com bloqueio em Ormuz

Falta de acordo sobre fertilizantes em Ormuz pode causar crise de segurança alimentar na Ásia e na África.

15/10/2026 08:01

2 min

Imagem aérea da região próxima ao Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial diariamente, em condições normais.
Imagem aérea da região próxima ao Estreito de Ormuz, por onde pa...
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O bloqueio parcial no Estreito de Ormuz já começa a afetar a produção agrícola global, com risco de queda na produtividade das fazendas e alta nos preços dos alimentos. O alerta foi feito na quinta-feira (15) pelo presidente do FIDA (Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola), Álvaro Lario.

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Segundo Lario, os efeitos da interrupção da navegação no estreito estão se tornando visíveis nas colheitas. Ele citou o aumento dos custos de combustível e transporte, as quebras de produtividade agravadas pelo El Niño e as interrupções no fornecimento de trigo do Mar Negro como fatores que elevam os custos em toda a cadeia de abastecimento alimentar.

Estoque de fertilizantes já não segura impacto

Lario afirmou que os estoques existentes de fertilizantes e combustíveis inicialmente amorteceram o impacto, mas a incerteza prolongada levou os produtores a um plantio mais cauteloso e à redução do uso de fertilizantes. Os custos mais altos de combustível também estão afetando a colheita mecanizada.

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O Irã tem reforçado o controle sobre o Estreito de Ormuz, usando o ponto estratégico para pressionar Washington, que intensificou o bloqueio naval aos portos iranianos. A falta de um acordo entre os dois países, dentro de algumas semanas, sobre um plano apoiado pela ONU para o transporte de fertilizantes pelo estreito pode causar uma crise de segurança alimentar em partes da Ásia e da África, disse à Reuters um funcionário responsável pelo projeto.

Preço das commodities subiu 13% no terceiro trimestre

De acordo com Lario, os preços das commodities agrícolas subiram 13% no terceiro trimestre, com novas altas previstas para o quarto trimestre deste ano e o primeiro trimestre do próximo ano. Ele destacou que países que dependem de importações de fertilizantes, combustíveis e alimentos são particularmente vulneráveis.

O presidente do FIDA citou a dependência do Sudeste Asiático em relação aos combustíveis e a dependência da região do Golfo em relação às importações de alimentos. A incerteza atual, segundo ele, pode levar pequenos agricultores a abandonar culturas de maior valor agregado, que demoram mais para gerar renda, e optar por culturas que proporcionam fluxo de caixa mais rápido.

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