Pf prende 18 pessoas por compra de votos em Teresina, no Piauí

Operação da PF em Teresina prende 18 pessoas, incluindo um agente político, por compra de votos a menos de um mês das eleições de 2026.

04/10/2026 09:42

2 min

Um agente político foi preso na ação
Um agente político foi preso na ação

Dezoito pessoas foram presas em flagrante neste sábado (3) em Teresina, no Piauí, durante uma operação da Polícia Federal contra compra de votos. O grupo foi detido em diferentes pontos da capital piauiense, e a ação já mobilizou equipes da PF desde as primeiras horas do dia.

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Entre os presos, segundo a corporação, está um agente político da cidade — nome ainda não divulgado. A PF não comenta sobre possíveis investigados, conforme informou à CNN Brasil, que procurou a instituição para mais detalhes. As circunstâncias da prisão desse agente público não foram reveladas até o momento.

Flagrante e tipificação dos crimes

Das 18 pessoas detidas, duas foram autuadas por crimes que a PF não especificou na nota oficial. Já as outras 16 responderão por corrupção eleitoral, com arbitramento de fiança. A prática de compra de votos é prevista no Código Eleitoral e pode levar a penas que incluem multa e reclusão.

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A operação ocorre a menos de um mês do primeiro turno das eleições municipais de 2026, período em que a PF costuma intensificar o combate a ilícitos eleitorais. Em Teresina, a movimentação foi concentrada em bairros da zona urbana, mas a PF não detalhou os locais exatos das abordagens nem como chegou até os suspeitos.

Contexto da operação em Teresina

A capital do Piauí tem histórico de denúncias de compra de votos em pleitos anteriores. Em 2024, a PF já havia deflagrado operações semelhantes na região, com prisões de candidatos e cabos eleitorais. Desta vez, a ação foi planejada com base em informações de inteligência, segundo fontes da corporação.

O agente político preso ainda não teve a identidade revelada, o que levanta questionamentos sobre possíveis desdobramentos. A legislação eleitoral brasileira proíbe a doação, promessa ou entrega de bem ou vantagem pessoal em troca de voto, crime que pode ser punido com até quatro anos de reclusão.

Reações e próximos passos

A PF não informou se os detidos permanecem presos ou se já pagaram fiança. O arbitramento de fiança para os 16 autuados por corrupção eleitoral varia conforme o caso, mas geralmente é definido pela autoridade policial no momento da lavratura do auto de prisão.

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A operação deste sábado (3) deve gerar novos procedimentos nos próximos dias, com abertura de inquérito e oitiva dos envolvidos. A Justiça Eleitoral do Piauí será comunicada formalmente sobre as prisões, que podem influenciar o cenário político local a menos de 30 dias do pleito.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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