Pedido de vista de Dino no STF mantém Ricardo Couto como governador interino do Rio

O Supremo ainda precisa decidir se o mandato-tampão será definido por eleição direta ou indireta.

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STF Aguarda Decisão de Dino para Definir Futuro Político no Rio de Janeiro

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, está adiando a definição sobre o processo que determinará as eleições no Rio de Janeiro, esperando que todos os recursos apresentados no Tribunal Superior Eleitoral sejam julgados. Essa postura pode manter o governador interino, Ricardo Couto, no cargo até as eleições gerais de 2026.

O estado aguarda uma decisão da Corte sobre o procedimento para escolher o governador que ocupará o mandato temporário até o final deste ano.

Impasse e Possível Atraso na Escolha do Mandatário

O caso está paralisado desde 9 de abril, quando o ministro Flávio Dino solicitou vista do processo. A principal questão em discussão é se o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) foi cassado ou apenas declarado inelegível. Se a Corte entender que houve cassação, o afastamento por motivo eleitoral inviabilizaria a posse do novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Douglas Ruas (PL), que é pré-candidato ao governo.

Em 24 de abril, o TSE apenas estabeleceu a inelegibilidade de Cláudio Castro, que renunciou um dia antes do julgamento. No entanto, a Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) recorreu da decisão, mantendo o impasse. O STF, portanto, ainda não tem uma definição sobre o caso.

Ricardo Couto Continua no Cargo Interino

Enquanto a situação permanece incerta, o Rio de Janeiro continua sendo governado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto. Essa decisão se baseia na interpretação do ministro Cristiano Zanin, que entendeu que é necessário aguardar a resolução do julgamento para definir o novo mandatário, mesmo com a eleição de um novo presidente na Assembleia Legislativa.

A indefinição do mandato tampão antecipa a campanha eleitoral, com o PSD-RJ defendendo uma eleição direta para o governo provisório. Em oposição a Douglas Ruas, o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) busca o cargo para fortalecer sua posição nas eleições de outubro.

Posicionamento do STF e Debate Interno

O STF só retomará o caso após o retorno da vista solicitada pelo ministro Flávio Dino. Ele busca esclarecer se o acórdão da Corte Eleitoral define a cassação imediata do ex-governador e, a partir daí, julgar se o afastamento ocorreu por razões eleitorais, impactando diretamente o modelo de sucessão.

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A corrente formada pelos ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia, Nunes Marques e André Mendonça defende uma manifestação do tribunal o mais breve possível, para suprir a demanda do Estado. Até agora, Cristiano Zanin votou pela eleição indireta, enquanto Luiz Fux, Cármen Lúcia, Nunes Marques e André Mendonça defenderam eleições diretas.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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