OMI suspende operação de evacuação no Estreito de Ormuz

A Organização Marítima Internacional (OMI), agência da ONU responsável pela navegação global, suspendeu temporariamente sua operação massiva de evacuação para marinheiros retidos na região do Estreito de Ormuz.
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O anúncio foi feito nesta quinta-feira, dia 25 de junho de 2026, após um navio cargueiro ser atingido por projéteis próximos à costa de Omã e levantar novas preocupações com a segurança marítima no local.
Suspensão das operações em função dos riscos
O plano visava retirar milhares de tripulantes retidos na região desde fevereiro em razão da guerra envolvendo o Irã. O secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, confirmou publicamente essa pausa na operação para reavaliar as condições gerais do Estreito.
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“Decidi suspender temporariamente sua implementação,” declarou ele, enfatizando a necessidade de confirmar se todas as garantias de segurança necessárias continuam plenamente vigentes no local”.
A decisão veio após um incidente registrado pela agência britânica UKMTO: nesta quinta-feira (25), uma embarcação foi atingida por um “projétil desconhecido”. Os fatos ocorreram em área próxima aos 7,5 milhas náuticas do porto de Dahit, Omã.
Felizmente, não houve registro algum de feridos.
O navio envolvido na confusão teve sua identidade confirmada pelo setor privado Vanguard; trata-se da porta-contêineres Ever Lovely, bandeira de Cingapura. Segundo a companhia de segurança marítima, apesar dos ataques próximos à costa e das informações divulgadas pela OMI sobre os planos coordenados, ele manteve seu curso normal através do Estreito sem precisar receber assistência externa ou alterar rota significativa no período que se deu até o final da tarde naquele dia.
Contexto geopolítico: Tensão permanente em Ormuz
A região é vital para as rotas comerciais mundiais, concentrando grande parte do transporte global tanto de petróleo quanto de gás natural liquefeito (GNL). A tensão aumentou drasticamente após confrontos entre Estados Unidos e Israel contra Irã, iniciados ainda no fim de fevereiro passado.
Em resposta a essa escalada militar na área costeira iraniana, Teerã estabeleceu barreiras rigorosas à circulação marítima regional.
Com isso, centenas de embarcações e milhares de marinheiros ficaram retidos no Golfo Pérsico.
Acordo internacional e cobrança controversa
Em uma tentativa de desescalada, Washington e Teerã anunciaram na semana passada um acordo. O objetivo era encerrar temporariamente as hostilidades e garantir a passagem segura das embarcações comerciais por 60 dias.
No entanto, mesmo com o pacto firmado entre os países líderes da região, Irã manteve sua posição sobre possíveis novas fontes de receita no Estreito. Segundo relatos do país, ele pretende cobrar tarifas classificadas como “taxas de serviço marítimo” dos navios que utilizarem essa rota estratégica.
Essa proposta iraniana enfrenta forte resistência diplomática e comercial vinda diretamente dos Estados Unidos em relação ao uso dessas taxas adicionais para transitar pelo estreito vital globalmente importante neste ano de 2026.
Editoria:
Redação Internacional
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