Preços do petróleo recuam após normalização do tráfego no Estreito de Ormuz, dizem EUA

Os preços do petróleo caem com a normalização do tráfego no Estreito de Ormuz, embora a proposta de acordo com o Irã gere desconfiança entre países da região.

25/06/2026 12:31

3 min

Bomba perto de reserva de petróleo bruto no campo de petróleo da Bacia do Permiano, perto de Midland, Texas, EUA, em 18 de fevereiro de 2025
Bomba perto de reserva de petróleo bruto no campo de petróleo da...

Na quinta – feira, os preços do petróleo recuaram para patamares anteriores ao início do conflito no Oriente Médio, após os Estados Unidos anunciarem que o tráfego pelo Estreito de Ormuz estava se normalizando. Essa informação surgiu após a conclusão de uma visita do principal diplomata americano à região, cujo objetivo foi buscar apoio para um acordo preliminar com o Irã.

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Normalização do fluxo de petróleo

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que as operações de carregamento no estreito estavam se aproximando dos níveis registrados antes dos ataques realizados pelos EUA e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro. Nos últimos 24 horas, pelo menos 20 milhões de barris foram exportados através do estreito.

Durante o período de conflito, o Irã exerceu controle efetivo sobre essa via estratégica, interrompendo a circulação de petróleo e impactando os mercados globais de energia e a economia mundial.

Ceticismo no Oriente Médio

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Entretanto, a proposta de acordo gerou desconfiança entre os países da região. Muitos deles foram alvos de ataques iranianos durante a guerra e consideram que os termos oferecidos a Teerã são excessivamente generosos. O pacote inclui um fundo de reconstrução de US 300 bilhões e a redução de algumas sanções impostas ao país.

Os aliados dos EUA no Golfo expressam preocupação com o fato de que esse fundo possa ser utilizado para fortalecer as forças armadas do Irã.

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O senador Marco Rubio destacou que não discutiu detalhes sobre o fundo com os ministros do Golfo durante sua visita na quinta – feira. Além disso, o acordo não aborda questões relacionadas à capacidade de mísseis balísticos do Irã. Segundo os termos negociados, o país deverá permitir a livre navegação no Estreito de Ormuz por um período inicial de 60 dias; no entanto, Teerã indicou que poderá implementar taxas após esse prazo, algo que Washington e seus aliados na região contestam.

Conflito no Líbano

No mesmo dia, autoridades israelenses e libanesas negaram rumores sobre uma suposta retirada das tropas israelenses do sul do Líbano ocupado. A declaração foi feita após um funcionário americano ter sugerido que Israel havia realizado uma retirada como um gesto positivo.

Desde 2 de março, Israel está em conflito com o Hezbollah no Líbano, que atacou o país em apoio ao Irã. Teerã estabeleceu a cessação das hostilidades como uma condição essencial para qualquer acordo de paz duradouro com os Estados Unidos.

A situação continua tensa na região, com desdobramentos que podem impactar tanto a política local quanto as dinâmicas globais de energia.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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