Preços do petróleo recuam após normalização do tráfego no Estreito de Ormuz, dizem EUA

Na quinta – feira, os preços do petróleo recuaram para patamares anteriores ao início do conflito no Oriente Médio, após os Estados Unidos anunciarem que o tráfego pelo Estreito de Ormuz estava se normalizando. Essa informação surgiu após a conclusão de uma visita do principal diplomata americano à região, cujo objetivo foi buscar apoio para um acordo preliminar com o Irã.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Normalização do fluxo de petróleo
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que as operações de carregamento no estreito estavam se aproximando dos níveis registrados antes dos ataques realizados pelos EUA e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro. Nos últimos 24 horas, pelo menos 20 milhões de barris foram exportados através do estreito.
Durante o período de conflito, o Irã exerceu controle efetivo sobre essa via estratégica, interrompendo a circulação de petróleo e impactando os mercados globais de energia e a economia mundial.
Ceticismo no Oriente Médio
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Entretanto, a proposta de acordo gerou desconfiança entre os países da região. Muitos deles foram alvos de ataques iranianos durante a guerra e consideram que os termos oferecidos a Teerã são excessivamente generosos. O pacote inclui um fundo de reconstrução de US 300 bilhões e a redução de algumas sanções impostas ao país.
Os aliados dos EUA no Golfo expressam preocupação com o fato de que esse fundo possa ser utilizado para fortalecer as forças armadas do Irã.
Leia também
O senador Marco Rubio destacou que não discutiu detalhes sobre o fundo com os ministros do Golfo durante sua visita na quinta – feira. Além disso, o acordo não aborda questões relacionadas à capacidade de mísseis balísticos do Irã. Segundo os termos negociados, o país deverá permitir a livre navegação no Estreito de Ormuz por um período inicial de 60 dias; no entanto, Teerã indicou que poderá implementar taxas após esse prazo, algo que Washington e seus aliados na região contestam.
Conflito no Líbano
No mesmo dia, autoridades israelenses e libanesas negaram rumores sobre uma suposta retirada das tropas israelenses do sul do Líbano ocupado. A declaração foi feita após um funcionário americano ter sugerido que Israel havia realizado uma retirada como um gesto positivo.
Desde 2 de março, Israel está em conflito com o Hezbollah no Líbano, que atacou o país em apoio ao Irã. Teerã estabeleceu a cessação das hostilidades como uma condição essencial para qualquer acordo de paz duradouro com os Estados Unidos.
A situação continua tensa na região, com desdobramentos que podem impactar tanto a política local quanto as dinâmicas globais de energia.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



