Oposição soma 48 cadeiras contra 53 de Netanyahu e precisa dos 19 deputados árabes para chegar a 61

Os cinco partidos de oposição liderados pelo centrista Gadi Eisenkot se comprometeram, na terça-feira (3), a articular com urgência um novo governo para tirar Benjamin Netanyahu do cargo de primeiro-ministro de Israel. O objetivo é evitar que o país seja levado a mais uma eleição.
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O encontro, o primeiro desde a votação da semana passada, foi realizado em um hotel em Herzliya. Os líderes se mostraram unidos em torno de Eisenkot, mas travaram um impasse sobre o papel dos deputados árabes em uma futura coalizão.
Como ficou a divisão de cadeiras no Knesset
O grupo leal a Netanyahu conquistou 53 das 120 cadeiras do Knesset, sendo 27 delas do Likud. A aliança de Eisenkot somou 48 assentos, enquanto os partidos árabes elegeram 19 deputados, num movimento que, segundo a AFP, foi impulsionado pela reação à extrema-direita no poder.
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Para chegar à maioria de 61 votos, a oposição precisaria de algum tipo de composição com essa bancada. Ela representa cerca de 20% da população do país.
Condições de Eisenkot expõem racha na oposição
Eisenkot colocou duas condições para aceitar a aliança: o reconhecimento de Israel como Estado judeu e a classificação do Hamas como grupo terrorista. Os termos provocam forte resistência em boa parte das lideranças árabes, que, apesar disso, condenaram os ataques de 7 de outubro de 2023.
A divisão atravessa o bloco anti-Netanyahu. Os setores de direita, representados pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett e por Avigdor Liberman, rejeitam qualquer acordo formal com legendas árabes. Já Yair Golan, da esquerda, do partido Os Democratas, defende uma aliança aberta, que ele vê como necessária para combater o racismo e garantir estabilidade.
Do lado árabe, Yousef Jabareen pediu à oposição que aceite a realidade política para derrotar o atual premiê.
Netanyahu tenta se movimentar com a proposta de um governo de união nacional sob sua liderança. Todos os adversários, porém, descartam negociar com ele, citando as acusações de corrupção e a responsabilidade pelas falhas que permitiram a ofensiva do Hamas há três anos.
Editoria:
Redação Internacional
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