Mendonça diz que ministro do STF ‘não vive sem preocupações financeiras’

O ministro André Mendonça, que integra o Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma reflexão sobre a vida profissional dos magistrados durante um seminário realizado pela Associação Nacional dos Magistrados Evangélicos (Anamel).
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Em 21 de agosto passado, ele alertou para os limites financeiros da carreira jurídica. Segundo suas palavras no evento, mesmo com remunerações consideradas elevadas — superando muito aquilo recebido pelo cidadão comum —, é fundamental controlar rigorosamente todas as despesas do dia a dia.
A gestão financeira na função ministerial
Mendonça enfatizou em seu discurso que ter altos salários não garante o conforto financeiro total ou elimina preocupações materiais cotidianas. Ele citou como exemplo salário um ministro do Supremo Tribunal Federal: R$ 46.366,19 por mês.
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“Um juiz de tribunal simplesmente não pode esperar ficar rico,” declarou Mendonça durante Anamel. Para ele, mesmo sendo uma remuneração considerada boa no mercado brasileiro, ela “não dá condições [de] viver sem preocupações financeiras“.
O magistrado também abordou as expectativas sociais sobre os membros da Justiça brasileira. Embora tenha reconhecido que o grupo dos togados faz parte historicamente de uma classe privilegiada em termos salariais, afirmou categoricamente que essa função profissional jamais proporcionará um estilo de vida considerado “nababesco”.
A carga emocional do trabalho na Corte
Além das questões econômicas, Mendonça dedicou tempo para falar sobre o desgaste psicológico inerente ao cargo no STF. Ele relembrou como foram marcados seus primeiros anos trabalhando naquela instituição judicial com sentimentos descritos por ele mesmo como “infelicidade”.
Atualmente, segundo suas declarações, a rotina e as responsabilidades da Justiça representam algo muito mais pesado — ou seja, maior ônus —, do que qualquer coisa.
“Não somos diferentes; não deixamos de ser humanos,” concluiu em seu discurso na Anamel. O ministro ressaltou que os magistrados frequentemente enfrentam uma situação marcada pela sobrecarga física e emocional considerada quase “sobre-humana”.
Contexto profissional do Ministro André Mendonça
André Mendonça foi indicado ao Supremo Tribunal Federal no ano de 2021 pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). Desde o início de suas atividades como membro superior desta Corte brasileira, ele esteve envolvido a acompanhar diversas investigações notórias.
Entre as apurações conduzidas perante o STF estão inquéritos sobre o filho do presidente Lula (PT), além das fraudes que atingiram instituições financeiras e esquemas complexos.
Investigações na Justiça.
“A gente tem que controlar a despesa no dia a dia”, foi um resumo direto de sua orientação, reforçando como é preciso manter uma postura financeira disciplinada mesmo em carreiras altamente remuneradas dentro do Poder Judiciário brasileiro.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Política
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