Mendonça avisou Fachin e Moraes que avançaria com investigação

Fachin defende reunião entre ministros para conter a crise no STF e evitar novos desgastes à imagem do tribunal após a medida considerada inédita.

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Ministro André Mendonça | Foto: Reprodução/CNN Brasil

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), avisou ao presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, e ao ministro Alexandre de Moraes que avançaria com a investigação. O primeiro a ser informado foi Fachin, no final de semana, antes da conversa de Mendonça com Moraes, realizada na segunda-feira (31) à tarde.

Relatos feitos à CNN indicam que Fachin tentou contemporizar e demonstrou cautela em relação ao conteúdo da investigação. Depois, Mendonça conversou com Moraes em um diálogo descrito como direto, mas generalista.

Ministros foram surpreendidos pela quebra do sigilo

Mendonça não apresentou a Moraes os detalhes da investigação. Também não informou que quebraria o sigilo antes de uma manifestação da PGR (Procuradoria Geral da República). Por isso, a decisão acabou surpreendendo ministros da Suprema Corte.

O episódio foi classificado por magistrados como “inédito”. A avaliação reservada é de que o caso pode agravar a relação entre os integrantes do Poder Judiciário, em um momento de tensão interna no Supremo Tribunal Federal.

A quebra do sigilo, portanto, ocorreu sem que parte dos ministros tivesse conhecimento prévio sobre a medida.

Fachin defende reunião para conter a crise

Nesta terça-feira (1), Edson Fachin tem defendido, em reservado, a realização de uma reunião entre os magistrados da Suprema Corte. A proposta é discutir o episódio e evitar que a crise interna provoque novos desgastes para o Supremo Tribunal Federal.

No Palácio do Planalto, a avaliação é semelhante. O receio é de que o episódio provoque uma turbulência política capaz de prejudicar o processo eleitoral deste ano, acrescentando uma nova fonte de instabilidade ao ambiente político.

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As informações sobre os ministros que seriam favoráveis à investigação contra Moraes foram apresentadas nos bastidores da CNN. O caso permanece no centro das atenções por envolver integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal), a PGR (Procuradoria Geral da República) e possíveis efeitos sobre o processo eleitoral deste ano.

Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

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