Flávio Bolsonaro pode ser deportado dos EUA? Analista cita visto, Trump e o caso Zambelli

Analista avalia que o visto concedido pelos EUA e a posição de Trump tornam a deportação improvável, e cita Marco Rubio como articulador do bolsonarismo.

Atualizado em

3 min

Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro com Donald Trump | Foto: Reprodução/Brasil de Fato
Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro com Donal...
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A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) teve ajuda direta da Argentina, para onde o candidato derrotado seguiu por terra, e dos Estados Unidos, que concederam visto a ele e à família. A saída do país aconteceu depois que Flávio descumpriu a ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para entregar os passaportes.

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Na quarta-feira (28), Flávio divulgou uma carta em que se autointitula presidente eleito e faz menção aos “Estados Unidos do Brazil”. O documento foi classificado como golpista pela reportagem do Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

Deportação dificilmente deve ocorrer, avalia analista

Ao Conexão BdF, a analista internacional Ana Carolina Marson, professora de Relações Internacionais da Fundação Escola de Sociologia e Política (FESPSP), afirma que, pelo direito internacional, a entrada de Flávio nos Estados Unidos e a aceitação por Donald Trump tornam a deportação improvável, mesmo diante de pedidos do Brasil e da oposição ao governo estadunidense.

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Para ela, Trump falou em asilo político e concedeu um visto que impede a deportação. “Por mais que ele perca o seu foro privilegiado a partir do ano que vem e enfrente essas acusações, esses julgamentos, ele estando nos Estados Unidos, caso o Donald Trump se recuse a deportá-lo — que parece o movimento que vai acontecer — não tem muito que o Brasil possa fazer”, disse.

Marson comparou o caso ao da deputada Carla Zambelli, que também fugiu e foi para a Itália. “Ela foi presa, depois foi libertada, mas, apesar de todos os pedidos do governo brasileiro, não foi deportada para o país”, lembrou.

Marco Rubio é apontado como principal articulador

A analista aponta o secretário de Estado Marco Rubio como a principal âncora das ações do bolsonarismo no país. Ela cita a atuação dele nos episódios de asfixia energética de Cuba e no ataque à Venezuela e sequestro de Nicolás Maduro.

Segundo Marson, Rubio se posicionou em favor da família Bolsonaro e contra o governo Lula desde o início do processo eleitoral brasileiro. “É um descendente de imigrantes que se colocam com uma perspectiva muito dura em relação à América Latina”, afirmou.

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Ao ser um dos porta-vozes do governo Trump que coloca sob suspeição a lisura das eleições brasileiras, ele e, na avaliação dela, “demonstra esse papel fundamental de tentativa de desestabilização da situação política aqui no Brasil”.

Analista pede atenção aos próximos movimentos da família

Marson também defende cautela com os próximos passos do bolsonarismo. Ela lembra da tentativa de golpe do 8 de janeiro, atribuída a Jair Bolsonaro, pai do candidato derrotado. “Precisamos ficar muito atentos aos próximos movimentos, não só da direita aqui no Brasil, que perdeu as eleições, mas também em relação aos movimentos da família Bolsonaro nos Estados Unidos”, disse.

O processo contra Flávio Bolsonaro deve tramitar no Brasil. Como ele está em solo estadunidense, a dúvida agora é como o governo Trump vai agir diante dos pedidos brasileiros.

Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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