Caminhoneiros paralisam entregas e esvaziam prateleiras em Palermo na terça-feira (20)

O governo italiano promete liberar mais de 150 milhões de euros em auxílio a transportadores, enquanto filas em postos e falta de produtos afetam consumidores.

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Protesto de caminhoneiros italianos causa escassez em supermercados na Sicília.
Protesto de caminhoneiros italianos causa escassez em supermerca...
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Um protesto de caminhoneiros contra a alta dos custos de combustível e transporte interrompeu cadeias de suprimentos na Sicília e no sul da Itália, deixando prateleiras vazias em supermercados de Palermo na terça-feira (20). O movimento começou na semana passada, com bloqueios em estradas, rodovias e portos.

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A falta de produtos básicos atingiu algumas lojas, enquanto postos de gasolina registraram longas filas. O governo prometeu ampliar o auxílio aos transportadores rodoviários; após uma reunião com representantes da categoria, o vice-ministro da Infraestrutura, Edoardo Rixi, anunciou que um pacote de mais de 150 milhões de euros será disponibilizado em breve.

Transportadores dizem que custos chegam às prateleiras

Vincenzo Aleccia, presidente do Consórcio de Caminhoneiros de Trapani, afirmou que o protesto é pacífico e busca defender o bem-estar da população. Para ele, o aumento das despesas com diesel e frete acaba afetando também os consumidores.

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“Há um enorme transtorno, mas é um protesto pacífico e visa o bem-estar da população. Os custos com diesel e frete que somos obrigados a arcar hoje são custos que, eventualmente, chegam às prateleiras dos supermercados. Pessoas comuns, como todos nós, vão às compras e simplesmente não têm mais condições de fazê-lo.

Essa é a realidade da situação”, disse Aleccia.

Confrontos em Milão terminaram com detenções

Em Milão, a polícia entrou em confronto com manifestantes neste domingo (18), durante protestos contra a precarização dos serviços públicos e o aumento do custo de vida. Os episódios ocorreram um dia depois de manifestações semelhantes em várias cidades italianas.

Imagens mostraram policiais usando gás lacrimogêneo após centenas de manifestantes encapuzados quebrarem vitrines e incendiarem lixeiras perto da Piazza Duomo, no centro da cidade. Mais de 60 manifestantes foram levados à delegacia, segundo fontes a par da investigação ouvidas pela Reuters.

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Um relatório policial divulgado neste domingo informou que 28 manifestantes foram detidos após confrontos no sábado (17) em cidades do norte do país, entre elas Milão, Bolonha, Bréscia, Bérgamo e Turim.

Governo prepara resposta a distúrbios

O governo da primeira-ministra Giorgia Meloni também prepara uma repressão policial em resposta aos distúrbios do fim de semana em Milão e em outras cidades do norte da Inglaterra. Os episódios ocorreram em meio a manifestações contra a inflação e a protestos em outros países europeus.

Na França, centenas de milhares de pessoas foram às ruas no sábado, indignadas com a alta dos custos e a deterioração dos serviços públicos. Os atos estiveram entre os protestos mais violentos registrados no país nos últimos anos.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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