Mesmo com Lula reeleito, Ibovespa tem 3º dia de queda e perde mais de 5 mil pontos na quarta (28)

Dúvidas sobre as contas públicas e a possível cobrança de IOF sobre LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures incentivadas pressionam a Bolsa.

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"Lula IV", véspera do ano eleitoral e bons resultados corporativos podem ajudar Bolsa local após ano negativo até aqui | Foto: REUTERS/Amanda Perobelli
"Lula IV", véspera do ano eleitoral e bons resultados corporativ...
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O Ibovespa enfrenta o terceiro pregão seguido de queda após as eleições presidenciais e chegou a perder mais de 5 mil pontos na quarta-feira (28). Por volta de 11h40 (horário de Brasília), o principal índice da Bolsa brasileira bateu a mínima intradia, com recuo de 3,08%, aos 170.297,16 pontos.

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A piora reflete dúvidas sobre as contas públicas no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no domingo (25). Na semana, o saldo negativo já chega a cerca de 17%.

Governo estuda cobrar IOF de papéis isentos

Os investidores reagem a notícias sobre a tributação de títulos que hoje não pagam imposto de renda para pessoa física: LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures incentivadas.

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Segundo o jornal O Globo, a equipe econômica do governo Lula avalia criar uma cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre esses papéis de renda fixa.

Fala de ministro sobre ajuste fiscal pesa no humor

Fernando Saad, estrategista global da Avenue, aponta as declarações recentes do ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, como fator de pressão negativa. No dia 27, o ministro afirmou que um ajuste fiscal não está entre as prioridades do governo neste ano.

“Esse assunto não foi discutido, e nem está sendo discutido, muito menos aqui na bancada. Essas matérias, para votar até 20 de dezembro, se nós votarmos essas três grandes pautas, já nos daremos por satisfeitos”, afirmou o ministro em coletiva de imprensa, ao citar a PEC da Segurança Pública, a MP das bets e a PEC da tarifa zero no transporte público.

Saad lembra que os investidores esperam há meses algum sinal de compromisso maior com o equilíbrio das contas. “Existe a expectativa de que algum ajuste seja apresentado nos próximos meses”, afirma o estrategista global da Avenue. Para ele, “o governo Lula trata-se de um governo que tende a priorizar políticas de distribuição de renda e medidas de caráter mais expansionista. Portanto, talvez, o mercado esteja esperando algo que o próprio governo já sinalizou que não será uma prioridade, pelo menos neste primeiro momento”.

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Dólar sobe e Fed entra no radar

O receio de um atrito econômico e político entre Brasil e Estados Unidos, depois da saída de Flávio Bolsonaro (PL), ex-candidato à Presidência, para o território norte-americano, também pesa nas negociações.

No câmbio, o dólar sobe ante o real, acompanhando o exterior. Por volta de 12h30 (horário de Brasília), a moeda americana era negociada à vista a R$ 5,3791 (+0,53%). Além da incerteza fiscal, o mercado aguarda uma nova decisão de política monetária do Banco Central dos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed).

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