Lula 4: vizinhos da América Latina esperam que o Brasil assuma papel mais propositivo, diz Pfeifer

Pfeifer, da USP, avalia que China e Estados Unidos redesenharam o cenário regional desde 2002 e vê pouca clareza sobre os rumos da política externa brasileira.

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Presidente Lula durante discurso de reeleição em São Paulo (SP) | Foto: Reprodução/CNN Brasil
Presidente Lula durante discurso de reeleição em São Paulo (SP) ...
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No quarto mandato do presidente Lula (PT), os aliados do Brasil na América Latina parecem esperar uma postura diferente do petista. A avaliação é de Alberto Pfeifer, coordenador-geral do grupo de Defesa, Segurança e Inteligência da USP (Universidade de São Paulo), em análise publicada pelo WW.

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Para o analista, a região já não encara o Brasil como antes, e a expectativa é de que o país assuma um papel mais propositivo no continente. Pfeifer ainda vê pouca clareza sobre como será conduzida a política externa do Lula 4.

O que mudou desde 2002 na política externa

Ao assumir o poder em 2002, Lula precisou lidar com uma agenda nova, a da integração regional das Américas. Ela envolvia uma relação aprofundada com os Estados Unidos e com as 34 democracias do continente, além da discussão sobre a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas).

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Na visão de Pfeifer, o governo petista da época usou a política externa para uma pauta ideológica. Com isso, o bloco comercial não avançou, o Brasil passou a se opor aos americanos e ficou mais difícil dinamizar as economias do hemisfério.

O analista afirma que esses atritos hoje parecem coisa do passado. Ele avalia que o cenário mudou de forma significativa 24 anos depois, e que o Brasil enfrenta outro contexto internacional.

China e Estados Unidos redesenham o tabuleiro

Segundo Pfeifer, a China se tornou um ator mais do que relevante para o Brasil. O país asiático é o principal mercado para as exportações brasileiras e um grande fornecedor de bens industriais e de insumos para o agronegócio.

Já os Estados Unidos, de acordo com o analista, querem ser declaradamente a potência do hemisfério. Ele afirma que Washington enxerga a região como parte de uma zona de influência e dominação americana.

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Vizinhos esperam que o Brasil lidere a região

A reação dos países vizinhos, sobretudo os sul-americanos, chamou a atenção de Pfeifer. Governos de direita da região esperavam uma mudança no Brasil e, após a vitória de Lula, correram para parabenizá-lo, abrir diálogo e incentivar um papel mais ativo do país.

Colômbia, Paraguai, Bolívia e Peru reconheceram a eleição e felicitaram o petista. A Argentina é a exceção, pois ainda se mostra reticente. Para o analista, esses países quase pediram ao Brasil, de forma implícita e sutil, que assuma uma liderança propositiva na região.

Pfeifer aponta duas razões para esse movimento. A primeira é que o Brasil é o maior país e a maior economia da região, o que o torna naturalmente o principal influenciador das iniciativas regionais. A segunda é a necessidade de um contrapeso à agenda de Donald Trump.

O analista pergunta se o novo governo Lula vai aproveitar essa oportunidade. Para ele, a brecha existe e é fácil de ocupar, bastando uma pauta que interesse a todos os vizinhos e aponte um caminho promissor para as relações internacionais.

Com informações de CNN Brasil.

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e conferido por checagens automáticas de fidelidade ao original. Como trabalhamos: Política editorial.

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