Trump diz que teria aprovado a entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA: “São boas pessoas”

Senador do PL chegou aos EUA com a família após a PF pedir a entrega dos passaportes e cancelar os documentos, diante do temor de ser preso no Brasil.

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Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, 4 de setembro de 2026. REUTERS/Evelyn Hockstein | Foto: Reprodução/CNN Brasil
Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, 4 de setembro ...
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que aprovaria a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) no país. Na madrugada de quarta-feira (28), ao ser questionado por um repórter, ele também classificou como “terrível” a forma como o resultado das eleições presidenciais brasileiras foi alcançado.

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“Bem, eu teria aprovado. Acho que são boas pessoas”, disse Trump. Ele voltou a criticar a eleição brasileira e afirmou que o processo foi “muito estranho”. “Recebeu avaliações ruins. Veja só o que aconteceu com o mercado deles”, completou.

Assessor confirma autorização para entrada nos EUA

A declaração veio horas depois de um assessor confirmar à CNN que Trump autorizou a entrada do senador no país após a derrota nas eleições presidenciais. Segundo o assessor, autoridades do governo Trump sabiam, na segunda-feira (26), que Bolsonaro tinha cerca de 24 horas para entregar seu passaporte.

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Elas deixaram claro ao candidato brasileiro que a entrada nos EUA seria permitida.

Uma fonte brasileira próxima a Flávio afirmou que o senador temia ser preso no Brasil. Ele é investigado por supostos atos de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Uma pessoa a par da situação disse à CNN, na tarde de terça-feira (27), que Flávio chegou aos EUA com a mulher e as filhas. Ainda não está claro onde ele desembarcou. Também não se sabe se Trump e Bolsonaro conversaram diretamente por telefone antes da partida do político brasileiro.

PF cancela passaportes após prazo de entrega

A decisão do senador veio depois de a PF (Polícia Federal) pedir a entrega dos passaportes de Flávio na segunda-feira. Na manhã de terça-feira, a corporação acionou autoridades argentinas sobre um eventual risco de fuga do senador.

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Pelo despacho do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio teria até as 11h para entregar os documentos à PF. Como isso não aconteceu, a corporação cancelou os dois passaportes, o comum e o diplomático, destinado a autoridades. Com isso, os documentos passaram a ter restrição nos sistemas de migração de portos e aeroportos ao redor do mundo.

O STF determinou a entrega e o cancelamento após receio de fuga manifestado por investigadores da PF que tocam o inquérito contra Flávio por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A medida também levou em conta a fala do irmão, Eduardo Bolsonaro, que disse em uma entrevista na internet que apoiava a saída de Flávio do Brasil caso ele perdesse as eleições presidenciais, como ocorreu no domingo (25).

Lula critica fuga e cita acusações contra a família Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a saída do senador. “Fico imaginando o que tem na consciência um cidadão que acabou de perder as eleições e foge do seu país. […] Quem não deve, não teme. O cidadão que sai escondido desse país deve alguma coisa. E não vá dizer que não há democracia”, afirmou.

Em celebração ao seu aniversário de 81 anos, no Palácio da Alvorada, Lula disse que lamenta a falta de respeito de Flávio com seus eleitores e com a democracia. Ele lembrou que permaneceu no país após as derrotas para Fernando Collor, em 1989, e para Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998. Também relembrou que, quando acusado na época da Lava Jato, recebeu convites para deixar o Brasil, mas ficou para “provar a inocência”.

“Quando pediram meu passaporte, eu entreguei. E ele deveria ter entregado. Mas infelizmente a família Bolsonaro é isso. O Brasil é a segunda pátria deles, a primeira é a devoção aos Estados Unidos”, disse o petista. Na mesma celebração, ele afirmou que as plataformas digitais, incluindo a Meta, o mercado financeiro e o governo dos Estados Unidos atuaram contra a sua reeleição, e repetiu que “o Brasil não é quintal de ninguém”.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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